segunda-feira, 3 de novembro de 2008

SOBRE O DIVÓRCIO



Texto

“Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério.” - (Mt 19:9)

Claro que não podemos falar do assunto usando apenas esse texto, porém vamos apenas analisá-lo.

A palavra de Jesus em Mt 19 em minha opinião, não está restrita aquela época. “Não tem nenhuma evidência ou relato pra tão aceitação.” Ele foi muito claro e em nenhum momento se reteve ao contexto da época, muito pelo contrário, ele foi além da época.

Vejamos o texto:

3- Alguns fariseus aproximaram-se dele para pô-lo à prova. E perguntaram-lhe: “É permitido ao homem divorciar-se de sua mulher por qualquer motivo?”
4- Ele respondeu: “Vocês não leram que, no princípio, o Criador os fez homem e mulher 5- e disse: ‘Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne? 6- Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu ninguém separe”.


Jesus além de responder a pergunta explicar o propósito do casamento nos versículos 4 a 6 e logo no versículo 8, explica também o porquê de Moisés ter permitido o divórcio. E nesse texto, pra mim, é onde está a moral da história.

7- Perguntaram eles: “Então, por que Moisés mandou dar uma certidão de divórcio à mulher e mandá-la embora?”
8- Jesus respondeu: “Moisés permitiu que vocês se divorciassem de suas mulheres por causa da dureza de coração de vocês. Mas NÃO foi assim desde o princípio.


A permissão de Moisés não fazia do divórcio algo abençoado por Deus, uma vez que pela dureza de coração do homem (sua mania de sempre escolher o pior pra si), Deus, ainda dentro da Lei, permitiu tal prática.

Nisso concluímos que:

Primeiro, O plano de Deus sempre foi que o homem se unisse a uma mulher e com ela ficasse pra sempre. Até que a morte os separasse. (esqueçamos os ritos católicos) – Chamaremos de O ideal

Segundo, O ideal era ficar-se junto, porém sem amor não existe casamento, como já foi falado. Assim Deus aceitou que se divorciassem na busca de que ele (o homem) encontrasse o amor e em amor pudesse exercer o plano de benção que a união matrimonial propunha. - Chamaremos de Aceitável

Terceiro, pra Deus sempre foi e é Inaceitável que o homem use da liberdade do “aceitável” pra se dar em casamentos e divórcios sem amor. Ou seja, onde nem pra casar como pra se separar não existe amor algum. Tudo não passa de um jogo de idas e vindas e interesses pessoais. Onde o homem não só abusava no passado do direito de se divorciar como hoje também o faz.

9- “Eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, estará cometendo adultério”.

A palavra de Jesus não se resumia aquela época, mas a qualquer época. Suas palavras (de Jesus) são atemporais nunca se restringem as épocas ou momentos específicos. O que era pecado será pecado o resto da vida e o que nunca foi pecado nunca o será.

Os que se separavam, mesmo com a lei mosaica, cometiam adultério. O casamento sempre foi um plano de amor não de servidão. Assim o que seria pior? Viver casado sem amor e infeliz ou em adultério, porém com amor se casar com outro alguém e assim ser feliz finalmente?

Então me perguntariam: Existe diferença entre pecado? Obviamente que não. A questão não é o que causa menor ou maior pecado e sim o que gera vida. (Amor).

O plano de Deus é que o homem seja feliz em amor. O amor é maior que tudo, até que o próprio pecado.

Homem e mulher foram feitos pra serem uma só carne, um só casamento, porém, como sempre, o homem nunca quer seguir os padrões de Deus. Para Jesus era melhor que se fosse pra se separar, que nem chegassem a se casar, fica claro isso no versículo 10 e 11.

10- Os discípulos lhe disseram: “Se esta é a situação entre o homem e sua mulher, é melhor não casar”.
11- Jesus respondeu: “Nem todos têm condições de aceitar esta palavra; somente aqueles a quem isso é dado.


Em minha opinião, longe da pretensão de querer ser o dono da razão, o divórcio com ou sem lei dos homens, (como a própria lei mosaica concedia ao homem o direito do divórcio) continua sendo adultério. Exceto no caso que expressa no versículo 9. Porém, o divórcio, como já no AT, é uma brecha aberta pela graça que atemporalmente dá ao homem a valia de viver uma vida dentro de uma variável tida como aceitável, que lhe permita em amor (só em amor haveria graça de fato) se divorciar e ter a chance de ser feliz onde num primeiro plano não se pôde ser. Também quero que fique claro que mesmo que pela dureza de seu coração o homem quisesse viver o ideal de Deus, poderia ter em seu único casamento a graça de viver tal abundância. Ou seja, viver o versículo 6 até o fim de seus dias. Mas nem todos têm condições de aceitar esta palavra; somente aqueles a quem isso é dado. (rsrsr)

Pra finalizar eu fico com a seguinte posição ao divórcio:

O ideal de Deus sempre é o melhor. (Portanto, o que Deus uniu ninguém separe).

Se for pra manter uma relação onde não haja amor (Por causa da dureza de coração de vocês), onde duas vidas a cada dia mais só sucumbem, que se divorcie e, dentro do aceitável, viva a graça de Deus em amor temor.

Continua sendo inaceitável que o homem se dê em divórcio sem amor. Sim, o amor é o centro de tudo é o que faz tudo ter sentido. Se acaso queira divorciar-se, que o faça por entender que isso será o melhor pra ambos, tendo sempre em vista o zelo pelo outro. Isso é amor ao próximo. Nunca o faça pela mediocridade de, sem ao menos tentar lutar pelo seu relacionamento, se divorcie por qualquer motivo que seja, fora o expresso no versículo 9. Ou que o faça por luxúria, lascívia ou simplesmente maldade humana.

Espero ter sido claro nos meus pensamentos. Desculpem meu megatexto, mas não dá pra tratar de um assunto desses e ser claro, sem expressar todos os pontos que envolvem a questão. Ainda assim sei que corro o risco de não ser entendido. – rsrsr

Meu carinhoso abraço fique com Deus!!!



Alexsandro Monteiro

Leiam também o texto (Ideal, Aceitável e inaceitável)

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