sexta-feira, 28 de novembro de 2008

AUTO-ESTIMA



Resposta:

Uma pessoa me perguntou como trabalhar a auto-estima. Mesmo não dominando tal assunto, tentei expor meus pensamentos, tanto limitado, porém com muita vontade de ser útil.

AUTO-ESTIMA

Essa é a definição do Wikipédia pra auto-estima:

Em psicologia ''auto-estima'' inclui a avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma. Condição psicológica temporária (estado de auto-estima). Finalmente, a auto-estima pode ser específica de uma dimensão particular. O nível e a qualidade da auto-estima, embora correlacionados, não são sinônimos. A auto-estima pode ser elevada, mas frágil (por exemplo, narcisismo) e baixa, porém segura (por exemplo, humildade).

Estima é avaliação, espera ou consideração, assim, a auto-estima nada mais é que uma auto-avaliação da capacidade que uma pessoa tem de confiar em si mesma. Ela não passa de uma avaliação subjetiva altamente influenciável.

Nossa auto-estima é influenciada por fatores naturais físicos, psíquicos e biológicos, de forma direta e indireta. Sem contar os fatores externos.

Acordamos, olhamos no espelho e dependendo de como nossos olhos nos vêem nesse dia é que definiremos como nos sentiremos no resto dele. Vai variar mais ainda se estivermos doentes, tristes, (TPM) entre outros...

Se não bastasse toda essa subjetividade com que nos auto-avaliamos, ainda somos subjugados a imagem que os outros fazem de nós.
Se recebemos elogios, bajulações e coisas do tipo, nossa auto-estima fica em alta. Mas caso sejamos destratados, criticados, acusados ou qualquer tipo de rumores a nosso respeito, nossa estima fica down.

Muitas vezes na busca de levantar essa estima as pessoas partem pra frases de auto-ajuda, pensamentos positivos, determinações induzidas e coisas do gênero.

Agora a pergunta é: Se todos nós temos, se faz parte de nós, como manter nossa estima sempre em alta? Como não se influenciar pelo externo? Na posição de Servos de Deus, como deveria ser minha auto-estima?

Entre essas e várias outras perguntas que podem ser geradas nesse ínterim, vou me deter a essas e tentar, mais uma vez, por a mente pra funcionar.

Chegando a conclusão óbvia que não sou expert no assunto, resolvi apenas pensar, mesmo como leigo e chegar a algumas deduções que, mesmo que não sejam cientificamente corretas, possam ser úteis.

Como manter nossa estima sempre em alta?

Falar de estima é falar de emotividade. O primeiro fator a tratar é o da estabilidade emocional. O índice de pessoas que têm problemas com auto-estima baixa é muito maior nas que não tem um equilíbrio emocional estável. Não estou falando de indivíduos com problemas mentais ou distúrbios emocionais, mas de pessoas que não conseguem manter, por exemplo, um estado de humor equilibrado. Sempre instáveis, vivem; ontem mal, hoje bem, amanhã vai saber... Equilibrando-se emotivamente será possível se estabelecer pontos mais seguros no que diz respeito à nossa auto-avaliação. Acredito que isso já seria um grande passo. – (rsrs)

Outra coisa também seria procurar levar a vida sem grandes expectativas. Sonhe, faça planos, ame, mas saiba que a vida é assim, cheia de altos e baixos. Ser estável não é nunca ter problemas (hakuna matata). Ser estável é entender que a vida tem caminhos diversos e eles às vezes nos põem em situações desconfortáveis, mas quando entendo que “O mundo dá voltas”, eu posso tirar tudo isso de letra.

Claro que no mundo da linguagem tudo parece simples. Só quem está vivendo sua fossa sabe como ela fede. Assim, alegre-se, cante, dance, sorria, faça amor. Não existe formula mágica pra se ficar sempre “UP”. Frase de livro de ficção: “Não são nossas atitudes que mostra(mostram) quem realmente somos, mas sim nossas escolhas”. Escolha ser feliz, escolha ser “UP”. Não tente ser, seja!

Como não se influenciar pelo externo?

Temos a natureza “socializada” de nos prendermos ao externo. Muitas vezes nos preocupamos mais com que os outros dizem e pensam a nosso respeito que com nossos próprios pensamentos sobre nós. Uma vez equilibrado nosso estado emocional vem o segundo passo a se dar, que eu chamaria de passo da liberdade.

É preciso se libertar dessa prisão social que nos encarcera em seus estereótipos nos subjugando a estética padronizada da sociedade. Enquanto não nos libertarmos disso ficaremos psicologicamente à mercê da estima sugerida. Ou seja, pra baixo se nos puserem pra baixo, pra cima, se nos puserem pra cima.

Ninguém é de ferro. Todos nós temos nossos dias de cão. Nossos traumas, nossas feridas e dores. Não precisamos de intenções, deduções ou suposições dos outros pra ficarmos mal ou bem com nós mesmos. Já possuímos nossos fatores internos, como cansaço, estafas, fadigas, TPMs e um monte de outros sintomas naturais.

O grande passo pra não deixarmos nos influenciar é estarmos bem resolvidos, psicologicamente, fisicamente e socialmente. Procurar não a auto-ajuda, mas se ajudar. Não palavras de auto-estima, mas vestir a camisa e mesmo quando as coisas não estiverem bem, sorrir, viver, ser feliz. A felicidade é um estado da alma não momento circunstancial. Pense nisso e as coisas começarão a fazer sentido. Outros ângulos serão vistos e conseqüentemente outras portas se abrirão.

Na posição de Servos de Deus, como deveria ser minha auto-estima?

Quem disse que servo de Deus não tem problemas? Na posição de servo de Deus minha auto-estima deveria ser como a de todo mundo. Sempre em alta de bem com a vida. Mas a vida não é um conto de fadas. (No mundo tereis aflições). Crente não é Super-Man. Crente é gente como todo mundo. A diferença está na sua crença e nas suas escolhas. Eu acredito que se eu entendo que Deus está comigo, se tenho ele como um amigo, companheiro, guia e protetor, obviamente, tenho muito mais motivos pra ficar bem comigo e com o mundo que quem está ou se sente sozinho.

Dias ruins todos nós temos. Estou me referindo a pessoas que vivem mal. Vivem em baixa, sentindo-se sempre menores, sempre desfavoráveis às outras. Servo de Deus tem dias ruins como todo mundo, porém não deve estar sempre em baixa, tipo: Dia no céu dia no inferno. Se Deus é o mesmo, se não me deixa, se não me abandona, então eu deveria ser sempre o mesmo. Sempre estável. Mas, obviamente nem sempre isso é possível. Mesmo Deus sendo o mesmo, eu sou falho, sou pequeno, sou carente sempre mais Dele.

Antes de ter postura de Servo de Deus eu preciso ser Servo de Deus. Esperar Nele, depender Dele e sempre confiar Nele. Se uma pessoa tiver essas características viverá como Servo de Deus e com Alta ou baixa auto-estima refletirá Deus pras pessoas.

Considerações finais

Reconhecer que não está bem e que não é normal ficar pra baixo sempre é um grande passo pra por a auto-estima em ordem.

Quando sua estima estiver em baixa procure Ele, o que levanta auto-estimas. Se alguém te Põe pra baixo, lembre-se que muitos o colocaram pra baixo. Lembre-se do que Ele passou e depois de tudo que te disse: “No mundo tereis aflições, não temas, Eu venci o mundo”. O que venceu o mundo pode te dar estrutura pra que venças também. Certo de que Nele encontraremos sempre motivos pra nos sentirmos cada dia mais confiantes e estáveis, paro por aqui.

Acredito que Ele cuidará da sua auto-estima, mesmo quando baixa ela estiver. Ele te dará paz e motivo pra levantar a cabeça e sorrir sempre.

No mais, isso foi tudo que eu pude espremer da minha mente. - (rsrs) Esse assunto é muito complexo e exige uma análise muito mais profunda. Coisa pra psicólogo, não psico-principiante honorário como eu. - (rsrs)

Se a coisa em algum momento ficar muito difícil, procurar ajuda especializada não é feio, muito pelo contrário, é mais que aconselhável. Tenho certeza que um bom papo com um profissional da área seria de grande valia.


Tudo que escrevi aqui não passa de uma análise superficial desse tema tão complexo. Nenhum conselho profissional ou especializado. Só uma idéia de um amigo preocupado em ser útil.



Beijo,

Fica com Deus!


By: Alexsandro Monteiro
Corrected by: Marcelo Feitosa

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O QUE FAREI EU PRA DEUS?



Resposta:

Esse texto foi me enviado por uma amiga. Eis ai minha opinião sobre esse tema


Oi,

Eu quero dividir algumas idéias e questionamentos com você.

Eu sempre fui inconformada com igreja e com minha participação nela. Não necessariamente participação em igreja, mas no reino de Deus. Inconformação com igreja é normal em quem pensa (rsrs). Você já sabe. Mas minha inconformação com a minha participação no Reino de Deus tá vindo à tona de novo. Eu tenho períodos de maior preocupação com isso e outros períodos em que isso fica latente. Mas tá sempre lá.

Por isso escolhi você pra compartilhar meus questionamentos, porque sei que você não vai me criticar nem ficar me analisando friamente e me colocando rótulos (fanática, crente, perdida, incrédula e etc.).

Bem... Eu nunca me senti à vontade em não fazer nada pra Deus.
E isso, a igreja (instituição) chama de fazer algo na igreja, pra servir aos irmãos e afins. Mas tirando essa coisa burocrática de trabalhar em igreja, eu me sinto incomodada a não ficar parada e fazer algo.

Tempos atrás eu tive uma crise grave de existência porque eu não via os propósitos de Deus pra minha vida. Eu nunca soube das promessas de Deus pra mim... (Específicas pra mim que eu digo). Sabe essas coisas de: pra que eu sirvo? Deus me fez pra quê?
Essa crise me fez questionar, chorar, reclamar, me revoltar e finalmente fazer com que eu sossegasse mesmo sem saber de nada disso.

E continuei sem saber, rss. Acredito que atualmente não me sinta neurótica por nunca ter ouvido Deus me falando: “Você vai ser isso, ou vai ter isso, ou eu tenho o propósito tal pra você, ou você vai me servir em tal área."

Mas acontece que me sinto incomodada por não fazer nada. Eu não sei quais são meus talentos. Eu sei quais não são, kkk. Tipo, eu não tenho jeito pra ir pra rua evangelizar, pra aparecer em público fazendo qualquer coisa e pra trabalhar com crianças, por exemplo.

Mas me sinto bem quando faço algo que ajuda pessoas de alguma forma, mas sem que isso seja espalhafatoso. Eu gosto de trabalhar com idosos. Eu gosto de cuidar da saúde das pessoas. Pra isso eu acho q fui criada... Pra ajudar de alguma forma. Mas não sei como.

Nesse sentido, tenho sido confrontada comigo mesma e até ouso dizer que por Deus. Tenho me sentido uma inerte pra Deus. Eu sinto falta de fazer algo, mas não sei o que nem como.

Eu prometo que não tenho vontade de sair pra entregar folhetos e evangelizar desconhecidos na rua. Prometo que não tenho vontade de cantar em coral, de tocar (já tive, hoje não mais) de dançar, de dar aulas regularmente na escola bíblica ou coisas do tipo.

Por outro lado, eu tenho consciência de que se eu me propuser a fazer qualquer coisa, mesmo sem saber o quê, eu vou acabar me encontrando em alguma coisa.

Mas por outro lado ainda (rsrs) eu me sinto tão perdida nesse mundo. Me sinto tão sem rumo que fico preocupada em pegar compromisso com algo e ter que largar logo depois por ter arrumado um emprego e ter que deixar o que me comprometi. Detesto abandonar as coisas em que eu invisto.

E tem o lado também de que sinto que eu deveria me entregar mais a Deus. Confiar mais nEle.

Eu tenho estado bastante intrigada em relação à minha situação de distância de Deus. Parece-me que não entrego minha vida, minhas decisões, minhas preocupações mais. Depois da crise sinistra que tive eu passei a colocar em cima de mim a responsabilidade de levar minha vida. Sou eu somente a responsável em tornar minha vida tranqüila, vencedora, com futuro decente. E no fundo no fundo, acho que Deus tem coisas mais importantes pra fazer do que me atender nas minhas egoístas petições.
Eu acredito nEle, sei que Ele me ouve. Sei que tá cuidando de mim e sei que tem o melhor pra mim. Sei disso tudo e aprendi a viver isso na crise. Aprendi a saber das coisas e não a ficar esperando eu sentir emoções. A isso (emoções) nunca me apeguei. Mas sinto certa distância de mim em relação a Deus.

Aí me questiono sempre: eu poderia fazer algo pra Deus. Eu poderia ajudar em alguma coisa. Eu poderia entregar minha vida, minha carreira, meus talentos, meus dons (que nem sei quais são) a Ele.

Gostaria que me falasse o que pensa sobre isso.

Quero saber o que pensa sobre "fazer algo pra Deus e até que ponto é cabível ir levando a vida, ir aceitando tudo o que acontece e ir esperando que as coisas aconteçam".


***


Bem vamos lá, pegou pesado dessa vez em... (rsrsr)

Eu acho que essas coisas que você conta fazem parte de um processo de crescimento aonde Deus vai te levando a um estado mais avançado a cada nível que você alcança. Como num GAME. Conforme você vai passando de fase, isso te faz crescer e te torna alguém mais pronta pra vida espiritual e física.

Teus questionamentos são mais uma parte do quebra cabeça que vai montar você mesma no final. Quando todas as peças tiverem encaixadas em seus devidos lugares, você estará completa e pronta!

Uma coisa eu posso garantir de antemão: Não serei eu quem vai te dizer onde encaixar tais peças. (rsrs) – Sem querer mistificar, acredito que seus questionamentos vêem de Deus e só Ele poderá esclarecê-los a você como você precisa. Mas na ânsia de te ajudar de alguma forma, pelo menos a caminhar e saber que podes contar com alguém, eu vou me pronunciar sobre algumas coisas que acho interessante falar.

Bem pra começo de conversa fica claro pra mim que sua insatisfação já é a resposta dela própria. Sim, pois sua insatisfação com tudo isso que você me conta é fruto deste incomodo existencial que você vive.

Como você mesma disse, o fato de sua angustia ser com respeito ao Reino e não Igreja (institucional) deixa ainda mais clara à idéia de que não se trata de um sentimento fruto de cobranças religiosas, mas de uma conscientização e carência da sua própria alma. A questão é: Até onde isso pode ser interpretado como sadio ou destrutivo? E o que você pode fazer pra se encontrar nisso tudo?


Vamos analisar alguns tópicos que acho interessante comentar.

Bem... Eu nunca me senti à vontade em não fazer nada pra Deus.

Estranharia se você se sentisse (rsrs). Você é salva e uma das características de um salvo é se incomodar. O desejo em fazer alguma coisa em favor do Reino é reflexo do que está dentro de você. Isso não é nada mais que sua essência servil, submissa e cristã (no sentido mais original da palavra) atuando em você. Sua alma busca servir a Deus em contrapartida que sua carne luta em se afastar de Dele.

Tempo atrás eu tive uma crise grave de existência porque eu não via os propósitos de Deus pra minha vida.

Isso sim é reflexo do “evangeliquês universal” que inventa milhares de propósitos como sendo padrão de vida cristã e quem não se enquadrar em algum desses, sem propósito está. Isso muitas vezes fica impregnado em nós e por mais que abominemos tais coisas, essas, mesmo que no subconsciente ainda nos oprimem. Mas não se preocupe a liberdade da sua mente (gerada pelo Espírito) cada dia mais te livrará dessas coisas.

Sobre seu questionamento aos propósitos de Deus pra você, também são frutos disso.

Eu nunca soube das promessas de Deus pra mim (específicas pra mim que eu digo). Sabe essas coisas de: pra que eu sirvo? Deus me fez pra quê?


O propósito de Deus pra você é o mesmo que pra mim ou pra qualquer outro. Que você seja feliz e viva o amor Dele!

“Ame a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo e, sobre isso depende toda Lei e os profetas”.

É pra isso que você serve. Pra Servi-lo e adorá-lo. E posso te garantir que não existe nada mais maravilhoso que isso.

Mas acontece que me sinto incomodada por não fazer nada. Eu não sei quais são meus talentos. Eu sei quais não são...

Bem, sobre o incomodo já falamos, agora sobre os seus dons.

Dom é uma dádiva, privilégio, presente de Deus pra você. Seu talento está diante de você. Talvez você ainda não parou pra ver, mas ele já o é, já o faz, já está sendo exercido. Vou mostrá-lo com suas próprias palavras:

(Mas me sinto bem quando faço algo que ajuda pessoas de alguma forma, mas sem que isso seja espalhafatoso. Eu gosto de trabalhar com idosos. Eu gosto de cuidar da saúde das pessoas. Pra isso eu acho que fui criada... Pra ajudar de alguma forma).

Esses são seus talentos, seus dons seu presente. Continue exercendo-os com toda sua alma e você se sentirá cada dia mais completa e realizada.

Tenho me sentido uma inerte pra Deus. Eu sinto falta de fazer algo, mas não sei o que nem como.

Não espere algo mágico, místico ou espalhafatoso, como você mesma disse não ser seu objetivo. Simplesmente faça o que vier até você. Sim, você não precisa procurar nada. Eles virão a você na hora certa no momento que eles forem requisitados. Nem todo mundo tem um chamado de tempo integral na Obra de Deus. Isso é um chamado específico (chamado, não propósito). O fato de você, eu ou qualquer outro não ter esse “chamado”, não nos fazem menor que ninguém.

Cada um exerça o dom que recebeu para servir os outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas”. - (IPe. 4:10)

Leia também (IPe. 4:7-11)

Por outro lado, eu tenho consciência de que se eu me propuser a fazer qualquer coisa, mesmo sem saber o quê, eu vou acabar me encontrando em alguma coisa.

Mas uma vez você enxergou o problema e a solução. Não tenho dúvidas que você já sabe o que fazer e só posso dizer-lhe que siga seus impulsos e deixe que o Espírito Santo te guie e te conduza em teus propósitos.

Sinto-me tão sem rumo que fico preocupada em pegar compromisso com algo e ter que largar logo depois, por ter arrumado um emprego e ter que deixar o que me comprometi. Detesto abandonar as coisas em que eu invisto.

Não tenha medo ou receio de fazer o que lhe vier à mão pra fazer. Pois nada dura pra sempre e só vai durar o tempo que tem que durar. E mais, o fato de algo que você tenha pego pra fazer seja interrompido por motivo que for (uma vez tendo você entregado a Deus seu interesse em o fazer), esteja certa que só terminará na hora que Ele achar que é o tempo de parar. E se assim Ele precisar de você, em outro tempo, te requisitará para dar continuidade ou iniciar outra tarefa que lhe ache apta a fazer.

E tem o lado também de sintir que eu deveria me entregar mais a Deus. Confiar mais nEle.

Só posso dizer-lhe: Então se entregue e confie! (rsrs)

Depois da crise sinistra que tive eu passei a colocar em cima de mim a responsabilidade de levar minha vida. Sou eu somente a responsável em tornar minha vida tranquila, vencedora, com futuro decente. E no fundo no fundo, acho que Deus tem coisas mais importantes pra fazer do que me atender nas minhas egoístas petições.

Acho que você chegou a uma conclusão de serva quando diz que Deus tem coisas mais importantes pra fazer do que atender suas petições egoístas. (Pois se sua conclusão fosse que Deus tenha mais o que fazer que atender suas petições de filha, de serva, isso seria diabólico - rsrs).

Sobre sua crise, o fruto dela foi algo que te faz mal.
Colocar sobre você uma responsabilidade (Sou responsável de levar minha vida) é pra mim observado como adulto e maduro da sua parte, porém, a idéia de ser você a única responsável por suas vitórias e conquistas, tende afastar a participação de Deus na sua vida como teu guia. Você realmente é responsável por você. Isso é mais que claro. Deus não vai ficar fazendo suas obrigações e deveres, mas toma cuidado pra não se achar auto-suficiente e passar a tratar Deus como uma filosofia não uma pessoa real, presente e insubstituível na tua existência. Entender seu papel como ser humano é essencial pro seu desenvolvimento e amadurecimento espiritual, no entanto, é fundamental que tenhamos equilíbrio espiritual pra não nos tornarmos carnais ao ponto de não vermos mais Deus nas simples coisas da vida. Onde não conseguimos nem ao menos enxergar os milagres de Deus nas coisas mais simples e nos tornamos incrédulos e tão idiotas em realmente achar que somos capazes de qualquer coisa que seja.

Só está pronto pra viver entendendo sua parte na existência como responsável por tornar sua própria vida vencedora, quem já entendeu que de si mesmo nada é. Mas sei que você terá maturidade pra isso.

No mais, como já disse antes, não serei eu quem te vai dizer onde encaixar suas peças. Nada sou e nada posso se não confiar em Deus como meu único e suficiente Mestre, Administrador e Senhor da minha vida. Como você, tenho meu quebra cabeça pra montar e da minha parte, só sei que sem Ele, uma peça se quer saberia encaixar no lugar certo. Assim, tudo que faço é seguir em frente. Tudo que me vier à mão pra fazer, o farei. Meu dom é servir, só isso sei. O que passar disso não passa de dedução da minha parte. (rsrs)

Pra você termino te fazendo uma pergunta: Deus te ama mesmo quando você o nega. Mesmo quando você não acredita Nele. Está disposta a servi-lo mesmo quando não o sente? Pense nisso!


Deus abençoe você!




By: Alexsandro Monteiro
Corrected by: Marcelo Feitosa

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

SOBRE O DIVÓRCIO



Texto

“Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério.” - (Mt 19:9)

Claro que não podemos falar do assunto usando apenas esse texto, porém vamos apenas analisá-lo.

A palavra de Jesus em Mt 19 em minha opinião, não está restrita aquela época. “Não tem nenhuma evidência ou relato pra tão aceitação.” Ele foi muito claro e em nenhum momento se reteve ao contexto da época, muito pelo contrário, ele foi além da época.

Vejamos o texto:

3- Alguns fariseus aproximaram-se dele para pô-lo à prova. E perguntaram-lhe: “É permitido ao homem divorciar-se de sua mulher por qualquer motivo?”
4- Ele respondeu: “Vocês não leram que, no princípio, o Criador os fez homem e mulher 5- e disse: ‘Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne? 6- Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu ninguém separe”.


Jesus além de responder a pergunta explicar o propósito do casamento nos versículos 4 a 6 e logo no versículo 8, explica também o porquê de Moisés ter permitido o divórcio. E nesse texto, pra mim, é onde está a moral da história.

7- Perguntaram eles: “Então, por que Moisés mandou dar uma certidão de divórcio à mulher e mandá-la embora?”
8- Jesus respondeu: “Moisés permitiu que vocês se divorciassem de suas mulheres por causa da dureza de coração de vocês. Mas NÃO foi assim desde o princípio.


A permissão de Moisés não fazia do divórcio algo abençoado por Deus, uma vez que pela dureza de coração do homem (sua mania de sempre escolher o pior pra si), Deus, ainda dentro da Lei, permitiu tal prática.

Nisso concluímos que:

Primeiro, O plano de Deus sempre foi que o homem se unisse a uma mulher e com ela ficasse pra sempre. Até que a morte os separasse. (esqueçamos os ritos católicos) – Chamaremos de O ideal

Segundo, O ideal era ficar-se junto, porém sem amor não existe casamento, como já foi falado. Assim Deus aceitou que se divorciassem na busca de que ele (o homem) encontrasse o amor e em amor pudesse exercer o plano de benção que a união matrimonial propunha. - Chamaremos de Aceitável

Terceiro, pra Deus sempre foi e é Inaceitável que o homem use da liberdade do “aceitável” pra se dar em casamentos e divórcios sem amor. Ou seja, onde nem pra casar como pra se separar não existe amor algum. Tudo não passa de um jogo de idas e vindas e interesses pessoais. Onde o homem não só abusava no passado do direito de se divorciar como hoje também o faz.

9- “Eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, estará cometendo adultério”.

A palavra de Jesus não se resumia aquela época, mas a qualquer época. Suas palavras (de Jesus) são atemporais nunca se restringem as épocas ou momentos específicos. O que era pecado será pecado o resto da vida e o que nunca foi pecado nunca o será.

Os que se separavam, mesmo com a lei mosaica, cometiam adultério. O casamento sempre foi um plano de amor não de servidão. Assim o que seria pior? Viver casado sem amor e infeliz ou em adultério, porém com amor se casar com outro alguém e assim ser feliz finalmente?

Então me perguntariam: Existe diferença entre pecado? Obviamente que não. A questão não é o que causa menor ou maior pecado e sim o que gera vida. (Amor).

O plano de Deus é que o homem seja feliz em amor. O amor é maior que tudo, até que o próprio pecado.

Homem e mulher foram feitos pra serem uma só carne, um só casamento, porém, como sempre, o homem nunca quer seguir os padrões de Deus. Para Jesus era melhor que se fosse pra se separar, que nem chegassem a se casar, fica claro isso no versículo 10 e 11.

10- Os discípulos lhe disseram: “Se esta é a situação entre o homem e sua mulher, é melhor não casar”.
11- Jesus respondeu: “Nem todos têm condições de aceitar esta palavra; somente aqueles a quem isso é dado.


Em minha opinião, longe da pretensão de querer ser o dono da razão, o divórcio com ou sem lei dos homens, (como a própria lei mosaica concedia ao homem o direito do divórcio) continua sendo adultério. Exceto no caso que expressa no versículo 9. Porém, o divórcio, como já no AT, é uma brecha aberta pela graça que atemporalmente dá ao homem a valia de viver uma vida dentro de uma variável tida como aceitável, que lhe permita em amor (só em amor haveria graça de fato) se divorciar e ter a chance de ser feliz onde num primeiro plano não se pôde ser. Também quero que fique claro que mesmo que pela dureza de seu coração o homem quisesse viver o ideal de Deus, poderia ter em seu único casamento a graça de viver tal abundância. Ou seja, viver o versículo 6 até o fim de seus dias. Mas nem todos têm condições de aceitar esta palavra; somente aqueles a quem isso é dado. (rsrsr)

Pra finalizar eu fico com a seguinte posição ao divórcio:

O ideal de Deus sempre é o melhor. (Portanto, o que Deus uniu ninguém separe).

Se for pra manter uma relação onde não haja amor (Por causa da dureza de coração de vocês), onde duas vidas a cada dia mais só sucumbem, que se divorcie e, dentro do aceitável, viva a graça de Deus em amor temor.

Continua sendo inaceitável que o homem se dê em divórcio sem amor. Sim, o amor é o centro de tudo é o que faz tudo ter sentido. Se acaso queira divorciar-se, que o faça por entender que isso será o melhor pra ambos, tendo sempre em vista o zelo pelo outro. Isso é amor ao próximo. Nunca o faça pela mediocridade de, sem ao menos tentar lutar pelo seu relacionamento, se divorcie por qualquer motivo que seja, fora o expresso no versículo 9. Ou que o faça por luxúria, lascívia ou simplesmente maldade humana.

Espero ter sido claro nos meus pensamentos. Desculpem meu megatexto, mas não dá pra tratar de um assunto desses e ser claro, sem expressar todos os pontos que envolvem a questão. Ainda assim sei que corro o risco de não ser entendido. – rsrsr

Meu carinhoso abraço fique com Deus!!!



Alexsandro Monteiro

Leiam também o texto (Ideal, Aceitável e inaceitável)

O IDEAL, O ACEITÁVEL E O INACEITÁVEL



Texto

Deus tem um caminho para o homem onde sua única intenção é que a vida do homem seja melhor, mais abundante, mais completa e mais feliz. Podemos chamar-la de “O ideal”.

Porém nem sempre é assim que as coisas funcionam. Muitas vezes nós mesmos escolhemos outro rumo, que não seria o errado, mas sem sobra de dúvidas não seria o ideal. Não to falando de pecado, mas daquilo que Deus planeja pra nós como uma caminho saudável. A própria lei das ordenanças (as que falavam das comidas, ritos e etc.), tinha o objetivo de fazer com que a vida do homem fosse melhor e mais sadia. Muitas vezes nós escolhemos um outro caminho onde não gozamos da totalidade da graça. Poderíamos chamá-lo de “aceitável”.

E claro o “inaceitável” é o que sempre foi e será. Tudo aquilo que vá contra os mandamentos de Deus que não existe argumento ou escape. O que fere a consciência do homem manchando seu coração gerando morte na alma.

Quero esclarecer que isso não é um estudo teológico, tese ou visão. Em breve vou escrever algo mais profundo sobre o assunto. Por enquanto apenas uma explanação simples de como eu vejo as coisas. Ok?


Alexsandro Monteiro