
Resposta:
Uma pessoa me perguntou como trabalhar a auto-estima. Mesmo não dominando tal assunto, tentei expor meus pensamentos, tanto limitado, porém com muita vontade de ser útil.
AUTO-ESTIMA
Essa é a definição do Wikipédia pra auto-estima:
Em psicologia ''auto-estima'' inclui a avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma. Condição psicológica temporária (estado de auto-estima). Finalmente, a auto-estima pode ser específica de uma dimensão particular. O nível e a qualidade da auto-estima, embora correlacionados, não são sinônimos. A auto-estima pode ser elevada, mas frágil (por exemplo, narcisismo) e baixa, porém segura (por exemplo, humildade).
Estima é avaliação, espera ou consideração, assim, a auto-estima nada mais é que uma auto-avaliação da capacidade que uma pessoa tem de confiar em si mesma. Ela não passa de uma avaliação subjetiva altamente influenciável.
Nossa auto-estima é influenciada por fatores naturais físicos, psíquicos e biológicos, de forma direta e indireta. Sem contar os fatores externos.
Acordamos, olhamos no espelho e dependendo de como nossos olhos nos vêem nesse dia é que definiremos como nos sentiremos no resto dele. Vai variar mais ainda se estivermos doentes, tristes, (TPM) entre outros...
Se não bastasse toda essa subjetividade com que nos auto-avaliamos, ainda somos subjugados a imagem que os outros fazem de nós.
Se recebemos elogios, bajulações e coisas do tipo, nossa auto-estima fica em alta. Mas caso sejamos destratados, criticados, acusados ou qualquer tipo de rumores a nosso respeito, nossa estima fica down.
Muitas vezes na busca de levantar essa estima as pessoas partem pra frases de auto-ajuda, pensamentos positivos, determinações induzidas e coisas do gênero.
Agora a pergunta é: Se todos nós temos, se faz parte de nós, como manter nossa estima sempre em alta? Como não se influenciar pelo externo? Na posição de Servos de Deus, como deveria ser minha auto-estima?
Entre essas e várias outras perguntas que podem ser geradas nesse ínterim, vou me deter a essas e tentar, mais uma vez, por a mente pra funcionar.
Chegando a conclusão óbvia que não sou expert no assunto, resolvi apenas pensar, mesmo como leigo e chegar a algumas deduções que, mesmo que não sejam cientificamente corretas, possam ser úteis.
Como manter nossa estima sempre em alta?
Falar de estima é falar de emotividade. O primeiro fator a tratar é o da estabilidade emocional. O índice de pessoas que têm problemas com auto-estima baixa é muito maior nas que não tem um equilíbrio emocional estável. Não estou falando de indivíduos com problemas mentais ou distúrbios emocionais, mas de pessoas que não conseguem manter, por exemplo, um estado de humor equilibrado. Sempre instáveis, vivem; ontem mal, hoje bem, amanhã vai saber... Equilibrando-se emotivamente será possível se estabelecer pontos mais seguros no que diz respeito à nossa auto-avaliação. Acredito que isso já seria um grande passo. – (rsrs)
Outra coisa também seria procurar levar a vida sem grandes expectativas. Sonhe, faça planos, ame, mas saiba que a vida é assim, cheia de altos e baixos. Ser estável não é nunca ter problemas (hakuna matata). Ser estável é entender que a vida tem caminhos diversos e eles às vezes nos põem em situações desconfortáveis, mas quando entendo que “O mundo dá voltas”, eu posso tirar tudo isso de letra.
Claro que no mundo da linguagem tudo parece simples. Só quem está vivendo sua fossa sabe como ela fede. Assim, alegre-se, cante, dance, sorria, faça amor. Não existe formula mágica pra se ficar sempre “UP”. Frase de livro de ficção: “Não são nossas atitudes que mostra(mostram) quem realmente somos, mas sim nossas escolhas”. Escolha ser feliz, escolha ser “UP”. Não tente ser, seja!
Como não se influenciar pelo externo?
Temos a natureza “socializada” de nos prendermos ao externo. Muitas vezes nos preocupamos mais com que os outros dizem e pensam a nosso respeito que com nossos próprios pensamentos sobre nós. Uma vez equilibrado nosso estado emocional vem o segundo passo a se dar, que eu chamaria de passo da liberdade.
É preciso se libertar dessa prisão social que nos encarcera em seus estereótipos nos subjugando a estética padronizada da sociedade. Enquanto não nos libertarmos disso ficaremos psicologicamente à mercê da estima sugerida. Ou seja, pra baixo se nos puserem pra baixo, pra cima, se nos puserem pra cima.
Ninguém é de ferro. Todos nós temos nossos dias de cão. Nossos traumas, nossas feridas e dores. Não precisamos de intenções, deduções ou suposições dos outros pra ficarmos mal ou bem com nós mesmos. Já possuímos nossos fatores internos, como cansaço, estafas, fadigas, TPMs e um monte de outros sintomas naturais.
O grande passo pra não deixarmos nos influenciar é estarmos bem resolvidos, psicologicamente, fisicamente e socialmente. Procurar não a auto-ajuda, mas se ajudar. Não palavras de auto-estima, mas vestir a camisa e mesmo quando as coisas não estiverem bem, sorrir, viver, ser feliz. A felicidade é um estado da alma não momento circunstancial. Pense nisso e as coisas começarão a fazer sentido. Outros ângulos serão vistos e conseqüentemente outras portas se abrirão.
Na posição de Servos de Deus, como deveria ser minha auto-estima?
Quem disse que servo de Deus não tem problemas? Na posição de servo de Deus minha auto-estima deveria ser como a de todo mundo. Sempre em alta de bem com a vida. Mas a vida não é um conto de fadas. (No mundo tereis aflições). Crente não é Super-Man. Crente é gente como todo mundo. A diferença está na sua crença e nas suas escolhas. Eu acredito que se eu entendo que Deus está comigo, se tenho ele como um amigo, companheiro, guia e protetor, obviamente, tenho muito mais motivos pra ficar bem comigo e com o mundo que quem está ou se sente sozinho.
Dias ruins todos nós temos. Estou me referindo a pessoas que vivem mal. Vivem em baixa, sentindo-se sempre menores, sempre desfavoráveis às outras. Servo de Deus tem dias ruins como todo mundo, porém não deve estar sempre em baixa, tipo: Dia no céu dia no inferno. Se Deus é o mesmo, se não me deixa, se não me abandona, então eu deveria ser sempre o mesmo. Sempre estável. Mas, obviamente nem sempre isso é possível. Mesmo Deus sendo o mesmo, eu sou falho, sou pequeno, sou carente sempre mais Dele.
Antes de ter postura de Servo de Deus eu preciso ser Servo de Deus. Esperar Nele, depender Dele e sempre confiar Nele. Se uma pessoa tiver essas características viverá como Servo de Deus e com Alta ou baixa auto-estima refletirá Deus pras pessoas.
Considerações finais
Reconhecer que não está bem e que não é normal ficar pra baixo sempre é um grande passo pra por a auto-estima em ordem.
Quando sua estima estiver em baixa procure Ele, o que levanta auto-estimas. Se alguém te Põe pra baixo, lembre-se que muitos o colocaram pra baixo. Lembre-se do que Ele passou e depois de tudo que te disse: “No mundo tereis aflições, não temas, Eu venci o mundo”. O que venceu o mundo pode te dar estrutura pra que venças também. Certo de que Nele encontraremos sempre motivos pra nos sentirmos cada dia mais confiantes e estáveis, paro por aqui.
Acredito que Ele cuidará da sua auto-estima, mesmo quando baixa ela estiver. Ele te dará paz e motivo pra levantar a cabeça e sorrir sempre.
No mais, isso foi tudo que eu pude espremer da minha mente. - (rsrs) Esse assunto é muito complexo e exige uma análise muito mais profunda. Coisa pra psicólogo, não psico-principiante honorário como eu. - (rsrs)
Se a coisa em algum momento ficar muito difícil, procurar ajuda especializada não é feio, muito pelo contrário, é mais que aconselhável. Tenho certeza que um bom papo com um profissional da área seria de grande valia.
Tudo que escrevi aqui não passa de uma análise superficial desse tema tão complexo. Nenhum conselho profissional ou especializado. Só uma idéia de um amigo preocupado em ser útil.
Beijo,
Fica com Deus!
By: Alexsandro Monteiro
Corrected by: Marcelo Feitosa

