sexta-feira, 2 de abril de 2010

SANDRO, POR QUE VOCÊ NÃO VAI À IGREJA?







A resposta é mais que obvia. “Porque lá não tem nada que me interessa”.
Sei que de cara essa declaração deixa muita gente desconfortada. “Como esse cara ta revoltado”, talvez seja a primeira idéia que surja na sua cabeça. Outras muito comuns são os jargões de crente tipo: “Esfriou na fé”, “Perdeu o primeiro amor”, “Saiu da graça” ou “se desviou do caminho”.

Em primeiro instante quero deixar bem claro que não tenho a pretensão nem expectativa de deixar ninguém desgostoso em ir ou não ir à igreja após ler esse texto. Uma vez que em todos meus textos já tenho mostrado e re-mostrado minha opinião com respeito ao mundo chamado “evangélico”, assim, não pretendo aqui fazer uma dissertação contra a freqüentar os cultos religiosos. Tudo que pretendo tratar nesse texto diz respeito a mim e minha forma de ver essas coisas. Nada mais e a ninguém mais proponho nada ou apoio nada.

Eu fui um típico “beato”. Daqueles que gastam mais tempo na igreja que em casa e ainda acha isso uma “benção”. Perdi um bom tempo da minha vida achando estar fazendo algo pra Deus quando na verdade estava fazendo pra igreja e nada mais.

Eu compreendo que existam pessoas que fazem mil coisas na igreja e o fazem, em seus corações, “pro senhor”. Eu também fazia nesse ínterim. Mas o tempo me mostrou que mesmo na boa intenção de se estar fazendo “pro Senhor”, nada ele tinha a ver com aquilo.
Eu desisti da igreja a um bom tempo atrás, quando percebi que ela não quer saber do evangelho. Mas como muita gente que eu conheço mesmo depois de enxergar as coisas como agora enxergo, não conseguia me desgarrar da religião. Esse desapego gera uma pressão externa muito grande. Os religiosos não conseguem separar o evangelho da igreja.


A visão religiosa ver o desistir do sistema corrompido chamado igreja como desistir do próprio Deus. Como se ela (a igreja física) representasse a casa de Deus na terra. ELE que diz não habitar em templos feitos por mãos. ELE que sempre tratou a (igreja de fato) no individual, nunca no grupo. ELE que nada tem com religião alguma nuca teria como símbolo de lar um fracasso como a igreja o é de referência.

Em nenhum momento aqui estou afirmando ou querendo dizer que uma igreja é um lugar profano e que Deus não se faz presente nos cultos. Nada disso. Eu estou falando e reafirmando como sempre disse e repeti que a igreja não é e nunca será um lugar santo pelo simples fato de ser igreja. A santidade reside nos santos de Deus não nas suas tendas ou objetos. Deus habita em corações e atua em vidas. Sua casa é um local santo se santo você o for. Seu carro é um móvel santo se santo você o for. A suas vestes serão santas se santo você o for. O que pertence aos santos, santo o é. Não existe nada místico na igreja por ser igreja existe apenas o misticismo dos religiosos que atribuem a qualquer coisa valores que pra Deus não tenha valor algum.

A organização igreja além de se afastar de Deus ainda afasta qualquer um que a Deus queria chegar que não seja pela igreja. Presunçosos, arrogantes e ditadores da lei. Os religiosos criam métodos de se alcançar o céu como se fossem os criadores e tutores do céu. Só através da religião existe salvação. Ela diz: Venha ao culto e quem não vir que se resolva com o diabo porque é pra lá que vão todos que não gastarem seu tempo, dedicação, dinheiro e qualquer coisa que possa oferecer, de preferência sem questionar pra que a ordem fique mais bem obedecida.

A bíblia nos aconselha viver sim em comunhão uns com os outros. Aprendendo um com o outro, ensinando um ao outro, crescendo um com outro, congregando um com outro. A questão é que em nenhum lugar do evangelho você verá doutrinas de que devemos dominar um ao outro, exigir um do outro, enganar um ao outro, escravizar um ao outro.
O evangelho não obriga ninguém ter as mesmas perguntas e respostas, certezas e incertezas, fé ou incredulidade com ninguém. Ele nos aconselha a servir um ao outro, dividir um com outro e o mais importante e que faz tudo ter sentido e ser evangelho, “amar um ao outro”. E o que passar disso provém do maligno.

Eu não estou aqui pra dizer que congregar em grupo e em comunidade seja pecado ou abominável. Apenas estou dizendo que cada um é livre pra servir a Deus como quiser. Se comer carne coma pro Senhor, se não comer, não coma pro Senhor. Não adianta congregar sem amar os que junto congregam e de igual modo amar os que não congregam.
Não adianta não congregar, no caso dos que não querem com eu fazer parte de um sistema que não combina com que acredita e entende do evangelho, se não amar os que congregam no sistema.

Eu amo você e quero te amar cada dia mais e te respeito mesmo você preferindo congregar no sistema. Os motivos de congregar são seus e merece meu respeito. Eu escolhi não congregar mais neste sistema por motivos que já falei e sempre falarei e espero de você que congrega o mesmo amor e respeito por mim a não congregar. Não seria esse o espírito do evangelho? (Amai-vos uns aos outros!).

Pra finalizar quero deixar claro que quando uso o termo “congregar” não falo do ato de ir à igreja. Congregar é dividir tudo que o evangelho nos aconselha fazer no amor de cristo uns aos outros. Eu congrego com várias pessoas todos os dias em vários locais. Eu congrego na minha casa com minha esposa. Eu congrego com amigos no trabalho. Com amigos nos fins de semana. Nos meios de comunicação que usados no amor do evangelho nos permite congregar 24h com todos que estão dispostos a congregar. Não adianta congregar em sistemas estabelecidos e formatados se nos ambientes mais comuns a congregar-se nós excomungarmos uns aos outros no trabalho ou nas confraternizações. Nos repelirmos em casa com nossas esposas, filhos e maridos. A igreja de cristo é o homem que aceita o evangelho de cristo. Você é a igreja. Você é o templo. Você é a congregação dos santos. Viva o evangelho no dia-dia e “congregando de fato” você estará. Fora isso, vá para a igreja todos os dias e de membro da Igreja "DE CRISTO" nada terá.
Espero ter sido claro. 


Assim, mais uma vez obrigado pela atenção.


Alexsandro Monteiro

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O EVANGELHO QUE A RELIGIÃO NÃO CONHECE




Cada vez que enxergo mais do evangelho me pergunto como nós nos afastamos tanto dele? Como ficamos tão mesquinhos, arrogantes, donos da verdade, senhores do saber, da moralidade, da santidade, da divindade e todas “dades” que existem? Como podemos procurar tanto respostas e fugir delas ao mesmo tempo? Quem nos cegou a tal ponto delas?

Como sempre falar de religião é comprar uma briga desgraçada, mas...

Como alguém pode ver no evangelho de Cristo uma religião? Ele tinha nojo da religião. Ela só aprisiona o homem sufocando sua mente e consumindo seu coração. A religião matou o seu redentor e se o poder do evangelho não fosse o que é, teria matado até a memória do próprio Cristo. Os religiosos falam de Cristo mas não conseguem aceitá-lo. Falam de um Deus-homem que morreu pelos pecados da humanidade, mas no Deus-homem mesmo nunca acreditaram de verdade. Estudam tempo de mais suas próprias filosofias ao ponto de ver o EVANGELHO como outra filosofia do tipo mais cafona possível, simples demais pra ser levada a sério. A religião ver a graça como um comerciante: "De graça só amanhã".

O Evangelho oferece ao homem salvação, não apenas a alma, mas à mente e ao coração. Não aprisiona seus seguidores, mas os liberta.

“conhecereis a verdade e a verdade vós libertará”.

Na religião as pessoas são presas às leis e doutrinas, no evangelho elas são livres das leis e das doutrinas. Onde Existia olho por olho e dente por dente no evangelho existe, amar um ao outro! Onde existia não farás isso ou aquilo no evangelho apenas, ame! Onde ouve discriminação, indiferença, subjugação, desprezo ou escravidão, no evangelho, amor, amor e amor...

A maior diferença da religião e o evangelho é que a religião não sabe amar. O amor é dom de Deus e de Deus a religião não tem nada, no máximo uma ideia equivocada, distorcida e corrupta. Quando a religião aprender a amar não será mais religião e sim EVANGELHO. 

O evangelho não tem rótulos nem doutrinas. Sem denominação ou pontifício, sem reforma ou tradições. O evangelho é simples como Cristo. Não precisa de estudos teológicos ou esotéricos. Pra entendê-lo não importa se é mestre ou aluno, doutor ou homem do campo. No evangelho quem transforma é o Espírito da verdade, quem gera vida é o Espírito da Verdade, quem ensina é o Espírito da Verdade, sem penitências ou indulgências, sem correntes ou "propósitos". Tudo é esperado e realizado no Espírito do evangelho.

Por que nos distanciamos tanto do evangelho? A resposta é simples, porque nos tornamos RELIGIOSOS, carentes de guias espirituais, tutores, professores, doutores, oradores, pastores, todos “ores” que existem e esquecemos de depender, contar, esperar, sonhar apenas no EVANGELHO.

“Da água que eu te darei pra beber nunca mais terás cede”.

O Evangelho sacia toda cede existencial do homem sobre o saber ou existir. Gera uma satisfação incondicional aguda que superabunda acima de qualquer insatisfação condicional existente ou vindoura. O evangelho sacia a alma do homem expurgando qualquer resquício de culpa proveniente da acusação que a religião implantou, distorceu e aprisionou na alma humana.

Beba da água do evangelho e nunca mais sinta cede. Mas se isso parece arriscado demais, simples demais, fácil demais, seja religioso e beba litros e litros de filosofias que te dão uma sensação de alívio, mas em minutos estais tão sedento quanto antes  precisando de mais, mais e mais. Sua fome e sede nunca acabam. Querem sempre mais, sempre mais, acreditando que essa sede provem de Deus. “Da água que eu te darei pra beber nunca mais terás cede”. Se o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. Livres do pecado, livres da sede existencial, livres da escravidão, livres da RELIGIÃO.

Mas quem convence é o Espírito da Verdade, assim, deixo o evangelho que não depende de mim pra ser evangelho, gerar a vida que a Ele couber gerar em você.

Como sempre digo, não faça nada que eu falo porque achou interessantes as minhas idéias. O evangelho é gerado no coração por intermédio do Espírito da verdade e não por atratividade. Se tudo que você leu, não passou de blá, blá, blá, então siga seu caminho e me ignore, não estarás perdendo nada com isso, não é verdade?

Não sou o dono da razão sou apenas um cara apaixonado pelo EVANGELHO. Assim, não perca seu tempo amigo lendo meus textos, pois eles só falam do evangelho. Se duvidas, leia todos os textos e verás que todos falam da mesma coisa.

Mais uma vez, a Paz seja com vocês!


Alexsandro Monteiro


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

VOCÊ ACREDITA EM DESTINO?




O problema do destino é o fato dele não descer na garganta porque tem ares de controle e a idéia de ser controlado fere o nosso raciocínio e não gostamos da idéia de não ter o controle das cosias.
Acredito em destino sim. Não como causa e efeito da derrota, incompetência ou coisas do gênero. Também não pra nomear esforço, empenho, garra e etc. Acredito que quem lutar vence e quem faz corpo mole fracassa.
Quando falo de destino falo do que é imutável, invariável, irredutível. O destino que está traçado é uma força de atração que nos puxa pro centro do caminho que não se pode se fugir.
Pessoas vão se encontrar, caminhos vão se cruzar, saídas vão surgir e barreiras vão se mostrar. Coisas vão acontecer e não tem nada que eu possa fazer contra isso, no máximo prevê (não falo de cartas e búzios) e tentar se esquivar como der.
Tudo que falo com respeito ao destino não falo de modo místico ou esotérico. As cosias vão acontecer por que as coisas acontecem.
Destino é apenas uma palavra. Todos vamos morrer, pois, esse é nosso destino. É disso que falo. Alguns vão casar, outros não. Alguns vão prosperar sem esforço algum, enquanto outros vão dar seu sangue pra pelo menos sobreviverem.
Bem, Raul Seixas disse: "o destino é você quem faz, na mente de quem for capaz. Eu acredito que nós alteramos nosso destino, mas não podemos mudá-lo completamente. Pois se assim pudéssemos, não mais morreríamos. Não mais choraríamos, sentiríamos dor e etc. Na vida vamos sofrer e superar, chorar e sorrir, perder e ganhar... Algumas vezes poderemos escolher quando, outras não teremos escolha. Algumas vezes adiantaremos as coisas, já em outras nada adiantará correr. O destino pode ser burlado, mas nuca vencido. Destino é apenas um nome, como sorte, azar, verdade e mentira. Mesmo que eu não creia ou veja-o diferente de outros ele continuará existindo.
O que sobra é saber jogar, saber burlar, saber à hora certa de dar o passo ou recuar. Perder pra ganhar, se expor pra ser visto, se omitir pra não ofender. Não adianta ficar discutindo com a vida, no máximo você pode tentar entender o que dar pra ser entendido e no mais aceitar o que não pode ser mudado e procurar uma nova saída, se ainda houver alguma pra não se deixar levar e virar um escravo acomodado do seu destino.
Dentro do jogo da vida temos que aprender jogar com as cartas que nos são dadas. A diferença está no que cada um está disposto a fazer pra manter ou não a ética, o respeito próprio e sua integridade e moral. Mas ai já é outro assunto, outro caminho, outro destino. (rsrs)

Alexsandro Monteiro

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

DÍZIMOS



Como tinha prometido, hoje estou escrevendo sobre como vejo Dízimo e Ofertas, um dos assuntos mais falados no meio evangélico. Mais falado que o próprio Cristo até. Você acha que não? Você acha que Jesus ainda é o centro das pregações dos evangélicos? Vamos conversar então!

Você que costuma ir a Igreja periodicamente não reparou que nos últimos 10 cultos que você foi não ouviu falar da cruz? Se ouviu faz o seguinte: No próximo que você for e você ouvir falar da cruz, uma pregação falando de Cristo de sua morte e ressurreição, falar do evangelho, pois Cristo é o evangelho, conte quanto tempo vai demorar pra ele, Cristo, ser mencionado de novo. E aproveitando o embalo, conte quantas vezes você irá ouvir falar de dinheiro, direta e indiretamente.

É quase impossível falar desse assunto sem levantar de cara um clima tenso, da parte de quem lê e de quem escreve também. Tentarei o máximo não ser hostil, mas de antemão confesso que será muito difícil.

Dízimo e ofertas é um tema que gera bate boca, discórdia, taxação, insistência, aversão e até mesmo indigestão (da minha parte). Tanto pra um lado quanto pro outro.

Existem sempre dois grupos. Um que olha por um lado do bolso e outro que olha pelo outro lado do bolso. Um quer arrecadar, outro não quer perder. Um acha o assunto desnecessário, outro acha imprescindível e assim sempre a raiz de todos os males faz juízo ao título.

Os mãos-de-vaca sempre buscam encontrar um meio de que sua avareza seja sustentada por um texto bíblico que os apadrinhem. Em contrapartida os que acham que devemos nos desgarrar dos bens materiais e o (dar), seria o meio mais funcional de se praticar tal desapego, buscam encontrar uma forma de não apenas sustentar sua tese como procuram também um texto incontestável de se obter mais e de forma obrigatória. Fazem com que mesmo os que não se vejam na necessidade de (dar), dêem pela obrigação do (dar).

Quero tentar levar esse assunto pelo ponto de vista bíblico, pois ele só tem valor pra quem crê na bíblia. Assim quero tentar enxergar o caso como ele é e não como eu queria que fosse. Como qualquer assunto sempre falo do meu ponto de vista e não dos outros, assim não faço aqui tese ou teorias sobre Dízimos e Ofertas e sim exponho meus pensamentos como sempre o faço.

Vamos começar pelo texto polêmico, o famoso Malaquias 3, mas antes de nos agarrarmos com esse texto como quem se enrosca numa jibóia, vamos tentar voltar um pouco mais atrás e partir do começo de tudo, pois só conhecendo o começo pode-se tentar desvendar o final.

Se voltarmos um pouco mais lá em Levíticos, já será suficiente pra se entender muita coisa.

“30 - Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do SENHOR; santas são ao SENHOR.”
(Lv 27:30)
...
32 - “No tocante a todas as dízimas do gado e do rebanho, tudo o que passar debaixo da vara, o dízimo será santo ao SENHOR.”
(Lv 27:32)

Em Levíticos vemos os primeiros textos em que o dízimo aparece como ordenança aos israelitas. Mas uma coisa que precisa ser analisada é o porquê das coisas. O que é Dízimo? Por que se dá o dízimo?

“A décima parte. / Uma espécie de imposto que consistia no pagamento da décima parte de determinado lucro”.

Lendo o texto por completo entendemos que com a divisão das tribos cada uma recebe um pedaço de terra como herança, como já mencionei em outro texto.

“Nessa partilha os filhos de Levi não tiveram parte na terra, pois o Senhor ‘Javé’ declarou que Ele próprio seria a herança deles. Assim os levitas foram separados para cuidar das coisas do templo. Todo processo litúrgico como ofertas e louvores era da responsabilidade dos levitas.”
Em Deuteronômio vemos isso claramente:

“Os sacerdotes levitas, toda a tribo de Levi, não terão parte nem herança com Israel; das ofertas queimadas do SENHOR e da sua herança comerão.

Por isso não terão herança no meio de seus irmãos; o SENHOR é a sua herança, como lhes tem dito.”
(Dt. 18:1-2)

Uma vez o Senhor Javé tendo não deixado pros Levitas nenhuma forma de sustento, podemos assim dizer, Ele ordena que todo o povo, ou seja, às 11 tribos que foram agraciadas com um pedaço de terra, onde poderiam plantar criar seus animais e assim proverem seu sustento, deveriam tirar a dízima de tudo que produzissem e dar aos Levitas.

Eu vejo como uma distribuição de renda e funções. 11 trabalham para o sustento de 12, sendo que um dos 12 não exerce trabalhos braçais, mas gerencia a parte mais importante naquela sociedade, que era a parte religiosa.

Trazendo mais a frente, ainda nesse contexto histórico, com o passar do tempo muitas guerras foram travadas, algumas vencidas e outras perdidas. Em uma dessas vitórias e derrotas o povo se encontra cativo por povos que os escravizavam sem piedade e se perdeu muito da sua cultura e muitas vezes de sua própria língua, princípios e religião.

No contexto de Malaquias 3 o povo se encontrava totalmente esquecido das ordenanças do passado. O povo deixa de dar sustento ao templo que ainda era a casa dos Levitas, aqueles que não tiveram herança física e o próprio Deus judeu prometera sustentá-los. Assim era necessário trazer o povo ao compromisso antes estabelecido de dar o sustento aos Levitas. Os Levitas se encontravam totalmente abandonados e sem sustento. Deus precisava cumprir sua promessa.

10 - Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes.

Para que os Levitas obtivessem seu sustento era preciso que o povo lhe desse sustento. E isso já não estava mais acontecendo. No versículo 11 onde mora maior parte da fantasia que aprisiona pessoas no que se diz respeito à tradução ou forma de interpretação da bíblia usada pra extorquir e denegrir a imagem religiosa, vemos:

Na versão Almeida

11- E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos.

Nesse versículo encontramos um prato cheio pra manipulação. Uma vez que a versão Almeida é cheia de duplas interpretações por sua forma ambígua de descrever inúmeros fatos, as pessoas que muitas vezes por não terem o hábito de procurar entender as coisas antes de aceitá-las sem pensar, tornam-se pratos cheios pra seres de corações corrompidos e vendidos a seus prazeres, que encontram nessas pessoas um banquete a se deleitar.

Ainda que você não seja um estudioso da bíblia, tenho um conselho simples pra te dar. Mesmo achando a versão Almeida, nesse versículo, já clara, leia mais versões. Talvez você descubra que seus pensamentos estejam te levando pra outros ares que se afastam da idéia real do texto, ou quem sabe apenas confirme sua idéia e raciocínio. Busque sempre chegar ao mais próximo de uma compreensão bem menos tendenciosa e mais consistente das coisas.

Para praticar releiamos esse texto na versão Católica, por exemplo:

“11 - Se não elimino as pragas das plantações, para que elas não acabem com a produção dos campos, nem reduzam a zero a safra dos vinhedos — diz o SENHOR dos exércitos...”

Mas se ainda não ficou claro vejamos a versão NVI:

11 - Para vos beneficiar afugentarei o GAFANHOTO, que não destruirá mais os frutos de vossa terra e não haverá nos campos vinha improdutiva - diz o Senhor dos exércitos...

Com uma simples releitura em outra versão temos o mesmo contexto com outra leitura da situação apresentada no texto. Onde ocorria ambigüidade na frase que a Almeida apresenta como
devorador, dando espaço pra várias interpretações entre elas interpretações fantasiosas e mitológicas na Nova Versão Internacional, por exemplo, vemos o devorador aplicado como um ser real, biológico e nada místico.

Mas se ainda for insuficiente essa leitura, ou alguém ache essas outras versões não adequadas ou não bíblicas, que estude então os originais e quem sabe assim chega a uma compreensão mais histórica e menos mítica de Malaquias 3. Afinal, quanto mais misticismo mais mentes aprisionadas teremos.

***

O que tenho a dizer sobre dízimo, além de que Malaquias não tem contexto algum com os nossos dias, é que conforme na época de Malaquias a Igreja (instituição) precisa de sustento físico e pra isso precisa de seus associados. Eu não vejo mal algum em se ofertar no santuário. Não vejo maldade alguma em se dar 10% ou 90% para a manutenção ou até mesmo expansão dos templos. Uma vez que se tenham condições para tal coisa. O que me indigna de forma repulsiva é os estelionatários do evangelho extorquirem dinheiro do povo e usar das escrituras pra isso. Manipular deslavadamente o evangelho de Cristo pra enriquecerem nas custas dos menos instruídos da fé.

Hoje mais uma vez estamos vivendo esse circo depravado de grandes nomes da religião protestante sendo colocados na parede pelas autoridades. Acusados de crimes que quaisquer cidadãos religiosos honestos na fé e na dignidade cristã nunca seria acusado. Homens que levam o emblema da religião protestante no peito e pisam nela como se fosse tapete de beira de porta.

O evangélico não tem mais cara de Cristo, pois foi corrompido pela raiz de todos os males. Onde se encontra um honesto, verdadeiramente cristão já não se encontra mais nele a alegria em se levar esse nome.

O pior, é que mesmo vendo tudo isso o povo não faz nada. Baseado em mais alguns textos confusos e ambíguos de que não se deve tocar num “ungido do senhor”, se omitem e deixam que esses líderes calhordas maculem a imagem de sua crença e tradição. O Cristianismo protestante está morrendo e seus fiéis membros assistem sua própria ruína com as mãos cruzadas. Continuam a (dar) a se deixar manipular e muitas vezes se envolvem e logo estão dentro do mesmo jogo e fazendo parte de tudo que antes abominavam.

Jesus disse: A Minha casa não será casa do comércio. Chicoteando os ladrões dentro do templo. Pois os verdadeiros ladrões estão dentro da Igreja. Acusam o povo, baseados em textos fora de contexto, a roubar de Deus por não dizimarem mais; mas são eles quem vendem o evangelho de forma que enoja o próprio evangelho.

Infelizmente se Jesus voltasse agora encontraria o mesmo cenário que encontrou no passado. Sua casa mais uma vez sendo espaço pro comércio onde se é vendido mais que bugigangas, pois o próprio evangelho é a mercadoria.

Quem tem olhos veja e quem tem ouvidos ouça, diz o profeta.

Não veja o que eu mostro e não ouça o que eu falo. Leia, estude, busque. Eu não sou ninguém, apenas um jovem decepcionado com seus compatriotas. Alguém que não vai se calar diante dessa novela mexicana de quinta categoria que se tornou tudo isso.

Não vá na minha, não me dê crédito, mas não vá na deles e não dê créditos a eles. Não se omita. Isso já seria mais que suficiente. Quem me dera que você os tratasse com tanta resistência quanto me trata ao ler meus textos. Não tenho a pretensão de te desviar ou te trazer pra minha religião. Primeiro que não tenho e segundo que quanto mais você se desviar deles e de "mim", mais perto de Cristo você se aproximariá.
Eu só quero despertar em você a curiosidade. Se você pelo menos se interessar em não mais apenas ouvir e procurar suas próprias respostas já me sentirei com a missão cumprida.

Por essa razão eu lhes falo por parábolas:
“ ‘Porque vendo, eles não vêem
e, ouvindo, não ouvem
nem entendem’...

...Ainda que estejam sempre ouvindo,
vocês nunca entenderão;
ainda que estejam sempre vendo,
jamais perceberão.
Pois o coração deste povo
se tornou insensível;
de má vontade
ouviram com os seus ouvidos,
e fecharam os seus olhos.
Se assim não fosse,
poderiam ver com os olhos,
ouvir com os ouvidos,
entender com o coração
e converter-se, e eu os curaria."

God Bless You Always...

segunda-feira, 15 de junho de 2009

MINISTÉRIO LEVÍTICO, EXISTE ISSO?



Texto:

Fala-se muito em Ministério Levítico como sendo um dom divino dado por Deus pra um seleto grupo. Normalmente com talentos de berço ou com muita força de vontade de ser escolhido pro ministério. Eu só não consigo entender de onde se tira tudo isso? Seria da bíblia? Afinal de contas tira-se tanta coisa dela, mesmo nela nunca tendo existido que não me assusto com mais nada.

Sem cursinho de teologia ou faculdade não é difícil entender coisas tão simples como essa. A bíblia se refere aos levitas como quem eles são nada mais.

Vejamos:

PRIMEIRO

Levitas são chamados os filhos de Levi. Um dos 12 filhos de Jacó (Israel) herdeiros da promessa abraãmica.

SEGUNDO

Na partição da terra prometida cada um dos 12 filhos de Israel herdou uma parte da terra. Nessa partilha os filhos de Levi não tiveram parte na terra, pois o Senhor “Javé” declarou que Ele próprio seria a herança deles. Assim os levitas foram separados para cuidar das coisas do templo. Todo processo litúrgico como ofertas e louvores era da responsabilidade dos levitas.

TERCEIRO

Uma vez assumido essa responsabilidade e dádiva, toda sua geração deveria servi de igual modo. Bastava nascer da tribo de Levi para se ser levita. Filho de peixe, peixinho é, filho de levita consecutivamente levitinha é. (rsrs)

Não consigo entender de onde se tira todo esse misticismo contemporâneo de que os músicos da Igreja são Levitas. Mesmo que se queira aludir o uso da termologia “Levita” como sendo apenas um símbolo e essa mesma traga a tais a responsabilidades e interatividade nas cosias sagradas, dando a eles “os músicos contemporâneos” tais direitos e deveres, ainda assim não faria juízo a tal conceito. Atribuem aos músicos das igrejas a responsabilidade de trazer a presença de Deus ao povo (como se o véu ainda não tivesse sido rasgado) parte escolhida como uma elite sagrada. Não que esses sejam melhores ou mais dignos da salvação, mas escolhidos a dedo por Deus para sua obra. Ou seja, “que responsabilidade ser um levita”, esquecendo apenas que os Levitas verdadeiros, (os filhos de Levi), tinham sim suas responsabilidades, porém gozavam também de seus privilégios. Que hoje em dia só o “clero” (pastores e grupos de louvor da elite gospel) gozam.
Muitos ministros de louvor querem trazer aos músicos de igreja e a si mesmos um jugo “bíblico” que de contexto bíblico mesmo não tem nada. Pregam que os músicos devem servir na casa de Deus (Igreja), mas a parte do gozar as bênçãos prometidas aos levitas de outrora pelo jeito não é mais para os nossos dias. Assim só os deveres devem ser mantidos, já os benefícios não.

Músico de igreja não é diferente de nenhum outro membro do corpo de Cristo. Pelo menos não biblicamente. Não são nada mais especiais que os outros.
Outra coisa que hoje tem mudado bastante mais ainda é um tabu é entender que música é arte e não adoração. Pode ser usada como ferramenta ao adora-se, mas não é o mecanismo, só mais um meio. O músico cristão não passa de um profissional, quando esse se dedica a tal, da indústria musical. Uma profissão como qualquer outra. Cantar, tocar ou ouvir música “não-sacra” não faz de quem canta, toca ou ouvi descrente ou maldito. Eu e você somos submetidos a escolhas todos os dias. Adoração não é um momento impar na sua vida, adoração é um estilo de vida uma postura de conduta e entrega. Adoração é uma escolha a cada dia. Quando eu canto não louvo, quando eu ouço não adoro, quando eu toco não ministro eu apenas ouço, toco ou canto por ouvir, tocar ou cantar, nada mais. Louvar é uma entrega que parte de um entendimento, sem entendimento não há louvor, no máximo palavras ao vento. Adorar não é prestar atenção ou ouvir algo e se empolgar, dançar e pular. Adorar é refletir algo que você já esteja cheio e não consiga mais suprimir. É expressar com a alma tudo que no coração já está impregnado. Ministrar (ministrar a palavra de Deus) por sua vez não é falar coisas que se querem ouvir ou tocar, dançar e induzir ninguém a nada. Ministrar é trazer clareza ao que está obscuro. Ministrar é compartilhar da mesma fonte que se saciou.

Isso é tão simples assim, por que se fala tanto dessas cosias como sendo algo místico? Não sei se é a resposta, mas acho que sei pelo menos de onde parte tanta ignorância.

***

Certa vez conversando com uma pessoa (Músico evangélico) esse me indagou sobre eu não tocar mais na igreja. Eu disse que música pra mim era passado e que eu estava em outra “profissão” agora. Indignado ele me diz:

_ Você é um levita irmão, não pode abandonar o ministério assim. Obviamente o perguntei:

_ Eu, Levita? Até onde sei não consigo levitar. (rsrsr) Eu disse-lhe que não era levita e sim paraibano nascido em Guarabira e que levita era quem nascido fosse de Levi, filho de Israel. Indignado ele me disse que ele era levita, pois, todos nós músicos somos filhos de Davi o maior levita. Mais uma vez não me contive.

_ Davi agora também é Levita? Mais indignado ainda ele ficou.

_ Como assim, vai me dizer agora que Davi não era levita?
Disse-me como quem olhara pra um verdadeiro perdido.

Impressionante o que andam ensinando por ai gente. Eu já ouvi falar de quatro seres viventes que são usados como fantoches dos crentes adoradores extravagantes que largam seus afazeres celestes a todo o momento e descem a terra para derramar suas unções sobre os “adoradores” e tudo mais, agora ouvir que Davi era levita já é forte de mais pra mim. Ser enganado com unções de seres da pra engolir, o povo não pensa mesmo e coisas um pouco mais complexas realmente podem ludibriar a mente, mas algo tão simples como genealogia ai não dá. (Definitivamente vou morrer e não vou ouvir tudo. rsrs)
Não agüentei, mas tentei me conter e fiz apenas mais uma pergunta a ele:

_ Você nunca ouviu a expressão “Filho de Davi leão da tribo de JUDÁ” não? Arregalou os olhos pra mim como se nunca em sua vida tivesse associado o Davi da tribo de Judá ao Davi músico. Bem, acho que deve vir daí toda essa mítica dos músicos como participantes do ministério levítico na igreja.

***

Desculpe-me minha indignação, mas crente não quer pensa, não tem a menor intenção de entender nada. Ele apenas engole tudo que seus lideres lhe derem na boca pra comer.

Eu falo essas coisas na ânsia de que alguém mesmo dominado pelo sistema possa ter um estalo e se indigne da mesma forma que me indignei quando me vi assim totalmente vendido ao julgamento de terceiros. Quem me dera você que leu isso se indignasse também e não mais engolisse tudo sem nem ao menos tentar mastigar. Pois sei que se mastigasse sentiria um gosto tão amargo que cuspiria tudo fora e com certeza procuraria alimento de verdade.

Conheço evangélicos que são homens e mulheres pensantes, mas o engraçado é que todos mais cedo ou mais tarde deixam de se referir a si mesmos como tais. Provavelmente pelo mesmo motivo que eu nego a essa referencia. A vergonha, não do evangelho mais dos evangélicos.

Se você ler esse texto e também te descer um nó na garganta ou ao contrário te suba uma fúria e que te esquente o sangue por ver alguém falando mal de você e de seus compatriotas seja pelo menos honesto com você mesmo antes de me criticar ou me ter com um insano herege que fala coisa com coisa, mas se ainda assim preferir, não leia mais esse blog, pois uma hora dessas você poderá se corromper e virar um herege como eu (rsrsr). Você discordar de mim não trará a inimizade entre nós, pois o que separa as pessoas não são as divergências de opiniões, mas sim a ignorância ao lidar com elas.


Não canso de repetir, não sou dono da verdade apenas livre pra discordar como você livre é pra discordar de mim.




Alexsandro Monteiro