segunda-feira, 24 de agosto de 2009

DÍZIMOS



Como tinha prometido, hoje estou escrevendo sobre como vejo Dízimo e Ofertas, um dos assuntos mais falados no meio evangélico. Mais falado que o próprio Cristo até. Você acha que não? Você acha que Jesus ainda é o centro das pregações dos evangélicos? Vamos conversar então!

Você que costuma ir a Igreja periodicamente não reparou que nos últimos 10 cultos que você foi não ouviu falar da cruz? Se ouviu faz o seguinte: No próximo que você for e você ouvir falar da cruz, uma pregação falando de Cristo de sua morte e ressurreição, falar do evangelho, pois Cristo é o evangelho, conte quanto tempo vai demorar pra ele, Cristo, ser mencionado de novo. E aproveitando o embalo, conte quantas vezes você irá ouvir falar de dinheiro, direta e indiretamente.

É quase impossível falar desse assunto sem levantar de cara um clima tenso, da parte de quem lê e de quem escreve também. Tentarei o máximo não ser hostil, mas de antemão confesso que será muito difícil.

Dízimo e ofertas é um tema que gera bate boca, discórdia, taxação, insistência, aversão e até mesmo indigestão (da minha parte). Tanto pra um lado quanto pro outro.

Existem sempre dois grupos. Um que olha por um lado do bolso e outro que olha pelo outro lado do bolso. Um quer arrecadar, outro não quer perder. Um acha o assunto desnecessário, outro acha imprescindível e assim sempre a raiz de todos os males faz juízo ao título.

Os mãos-de-vaca sempre buscam encontrar um meio de que sua avareza seja sustentada por um texto bíblico que os apadrinhem. Em contrapartida os que acham que devemos nos desgarrar dos bens materiais e o (dar), seria o meio mais funcional de se praticar tal desapego, buscam encontrar uma forma de não apenas sustentar sua tese como procuram também um texto incontestável de se obter mais e de forma obrigatória. Fazem com que mesmo os que não se vejam na necessidade de (dar), dêem pela obrigação do (dar).

Quero tentar levar esse assunto pelo ponto de vista bíblico, pois ele só tem valor pra quem crê na bíblia. Assim quero tentar enxergar o caso como ele é e não como eu queria que fosse. Como qualquer assunto sempre falo do meu ponto de vista e não dos outros, assim não faço aqui tese ou teorias sobre Dízimos e Ofertas e sim exponho meus pensamentos como sempre o faço.

Vamos começar pelo texto polêmico, o famoso Malaquias 3, mas antes de nos agarrarmos com esse texto como quem se enrosca numa jibóia, vamos tentar voltar um pouco mais atrás e partir do começo de tudo, pois só conhecendo o começo pode-se tentar desvendar o final.

Se voltarmos um pouco mais lá em Levíticos, já será suficiente pra se entender muita coisa.

“30 - Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do SENHOR; santas são ao SENHOR.”
(Lv 27:30)
...
32 - “No tocante a todas as dízimas do gado e do rebanho, tudo o que passar debaixo da vara, o dízimo será santo ao SENHOR.”
(Lv 27:32)

Em Levíticos vemos os primeiros textos em que o dízimo aparece como ordenança aos israelitas. Mas uma coisa que precisa ser analisada é o porquê das coisas. O que é Dízimo? Por que se dá o dízimo?

“A décima parte. / Uma espécie de imposto que consistia no pagamento da décima parte de determinado lucro”.

Lendo o texto por completo entendemos que com a divisão das tribos cada uma recebe um pedaço de terra como herança, como já mencionei em outro texto.

“Nessa partilha os filhos de Levi não tiveram parte na terra, pois o Senhor ‘Javé’ declarou que Ele próprio seria a herança deles. Assim os levitas foram separados para cuidar das coisas do templo. Todo processo litúrgico como ofertas e louvores era da responsabilidade dos levitas.”
Em Deuteronômio vemos isso claramente:

“Os sacerdotes levitas, toda a tribo de Levi, não terão parte nem herança com Israel; das ofertas queimadas do SENHOR e da sua herança comerão.

Por isso não terão herança no meio de seus irmãos; o SENHOR é a sua herança, como lhes tem dito.”
(Dt. 18:1-2)

Uma vez o Senhor Javé tendo não deixado pros Levitas nenhuma forma de sustento, podemos assim dizer, Ele ordena que todo o povo, ou seja, às 11 tribos que foram agraciadas com um pedaço de terra, onde poderiam plantar criar seus animais e assim proverem seu sustento, deveriam tirar a dízima de tudo que produzissem e dar aos Levitas.

Eu vejo como uma distribuição de renda e funções. 11 trabalham para o sustento de 12, sendo que um dos 12 não exerce trabalhos braçais, mas gerencia a parte mais importante naquela sociedade, que era a parte religiosa.

Trazendo mais a frente, ainda nesse contexto histórico, com o passar do tempo muitas guerras foram travadas, algumas vencidas e outras perdidas. Em uma dessas vitórias e derrotas o povo se encontra cativo por povos que os escravizavam sem piedade e se perdeu muito da sua cultura e muitas vezes de sua própria língua, princípios e religião.

No contexto de Malaquias 3 o povo se encontrava totalmente esquecido das ordenanças do passado. O povo deixa de dar sustento ao templo que ainda era a casa dos Levitas, aqueles que não tiveram herança física e o próprio Deus judeu prometera sustentá-los. Assim era necessário trazer o povo ao compromisso antes estabelecido de dar o sustento aos Levitas. Os Levitas se encontravam totalmente abandonados e sem sustento. Deus precisava cumprir sua promessa.

10 - Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes.

Para que os Levitas obtivessem seu sustento era preciso que o povo lhe desse sustento. E isso já não estava mais acontecendo. No versículo 11 onde mora maior parte da fantasia que aprisiona pessoas no que se diz respeito à tradução ou forma de interpretação da bíblia usada pra extorquir e denegrir a imagem religiosa, vemos:

Na versão Almeida

11- E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos.

Nesse versículo encontramos um prato cheio pra manipulação. Uma vez que a versão Almeida é cheia de duplas interpretações por sua forma ambígua de descrever inúmeros fatos, as pessoas que muitas vezes por não terem o hábito de procurar entender as coisas antes de aceitá-las sem pensar, tornam-se pratos cheios pra seres de corações corrompidos e vendidos a seus prazeres, que encontram nessas pessoas um banquete a se deleitar.

Ainda que você não seja um estudioso da bíblia, tenho um conselho simples pra te dar. Mesmo achando a versão Almeida, nesse versículo, já clara, leia mais versões. Talvez você descubra que seus pensamentos estejam te levando pra outros ares que se afastam da idéia real do texto, ou quem sabe apenas confirme sua idéia e raciocínio. Busque sempre chegar ao mais próximo de uma compreensão bem menos tendenciosa e mais consistente das coisas.

Para praticar releiamos esse texto na versão Católica, por exemplo:

“11 - Se não elimino as pragas das plantações, para que elas não acabem com a produção dos campos, nem reduzam a zero a safra dos vinhedos — diz o SENHOR dos exércitos...”

Mas se ainda não ficou claro vejamos a versão NVI:

11 - Para vos beneficiar afugentarei o GAFANHOTO, que não destruirá mais os frutos de vossa terra e não haverá nos campos vinha improdutiva - diz o Senhor dos exércitos...

Com uma simples releitura em outra versão temos o mesmo contexto com outra leitura da situação apresentada no texto. Onde ocorria ambigüidade na frase que a Almeida apresenta como
devorador, dando espaço pra várias interpretações entre elas interpretações fantasiosas e mitológicas na Nova Versão Internacional, por exemplo, vemos o devorador aplicado como um ser real, biológico e nada místico.

Mas se ainda for insuficiente essa leitura, ou alguém ache essas outras versões não adequadas ou não bíblicas, que estude então os originais e quem sabe assim chega a uma compreensão mais histórica e menos mítica de Malaquias 3. Afinal, quanto mais misticismo mais mentes aprisionadas teremos.

***

O que tenho a dizer sobre dízimo, além de que Malaquias não tem contexto algum com os nossos dias, é que conforme na época de Malaquias a Igreja (instituição) precisa de sustento físico e pra isso precisa de seus associados. Eu não vejo mal algum em se ofertar no santuário. Não vejo maldade alguma em se dar 10% ou 90% para a manutenção ou até mesmo expansão dos templos. Uma vez que se tenham condições para tal coisa. O que me indigna de forma repulsiva é os estelionatários do evangelho extorquirem dinheiro do povo e usar das escrituras pra isso. Manipular deslavadamente o evangelho de Cristo pra enriquecerem nas custas dos menos instruídos da fé.

Hoje mais uma vez estamos vivendo esse circo depravado de grandes nomes da religião protestante sendo colocados na parede pelas autoridades. Acusados de crimes que quaisquer cidadãos religiosos honestos na fé e na dignidade cristã nunca seria acusado. Homens que levam o emblema da religião protestante no peito e pisam nela como se fosse tapete de beira de porta.

O evangélico não tem mais cara de Cristo, pois foi corrompido pela raiz de todos os males. Onde se encontra um honesto, verdadeiramente cristão já não se encontra mais nele a alegria em se levar esse nome.

O pior, é que mesmo vendo tudo isso o povo não faz nada. Baseado em mais alguns textos confusos e ambíguos de que não se deve tocar num “ungido do senhor”, se omitem e deixam que esses líderes calhordas maculem a imagem de sua crença e tradição. O Cristianismo protestante está morrendo e seus fiéis membros assistem sua própria ruína com as mãos cruzadas. Continuam a (dar) a se deixar manipular e muitas vezes se envolvem e logo estão dentro do mesmo jogo e fazendo parte de tudo que antes abominavam.

Jesus disse: A Minha casa não será casa do comércio. Chicoteando os ladrões dentro do templo. Pois os verdadeiros ladrões estão dentro da Igreja. Acusam o povo, baseados em textos fora de contexto, a roubar de Deus por não dizimarem mais; mas são eles quem vendem o evangelho de forma que enoja o próprio evangelho.

Infelizmente se Jesus voltasse agora encontraria o mesmo cenário que encontrou no passado. Sua casa mais uma vez sendo espaço pro comércio onde se é vendido mais que bugigangas, pois o próprio evangelho é a mercadoria.

Quem tem olhos veja e quem tem ouvidos ouça, diz o profeta.

Não veja o que eu mostro e não ouça o que eu falo. Leia, estude, busque. Eu não sou ninguém, apenas um jovem decepcionado com seus compatriotas. Alguém que não vai se calar diante dessa novela mexicana de quinta categoria que se tornou tudo isso.

Não vá na minha, não me dê crédito, mas não vá na deles e não dê créditos a eles. Não se omita. Isso já seria mais que suficiente. Quem me dera que você os tratasse com tanta resistência quanto me trata ao ler meus textos. Não tenho a pretensão de te desviar ou te trazer pra minha religião. Primeiro que não tenho e segundo que quanto mais você se desviar deles e de "mim", mais perto de Cristo você se aproximariá.
Eu só quero despertar em você a curiosidade. Se você pelo menos se interessar em não mais apenas ouvir e procurar suas próprias respostas já me sentirei com a missão cumprida.

Por essa razão eu lhes falo por parábolas:
“ ‘Porque vendo, eles não vêem
e, ouvindo, não ouvem
nem entendem’...

...Ainda que estejam sempre ouvindo,
vocês nunca entenderão;
ainda que estejam sempre vendo,
jamais perceberão.
Pois o coração deste povo
se tornou insensível;
de má vontade
ouviram com os seus ouvidos,
e fecharam os seus olhos.
Se assim não fosse,
poderiam ver com os olhos,
ouvir com os ouvidos,
entender com o coração
e converter-se, e eu os curaria."

God Bless You Always...

segunda-feira, 15 de junho de 2009

MINISTÉRIO LEVÍTICO, EXISTE ISSO?



Texto:

Fala-se muito em Ministério Levítico como sendo um dom divino dado por Deus pra um seleto grupo. Normalmente com talentos de berço ou com muita força de vontade de ser escolhido pro ministério. Eu só não consigo entender de onde se tira tudo isso? Seria da bíblia? Afinal de contas tira-se tanta coisa dela, mesmo nela nunca tendo existido que não me assusto com mais nada.

Sem cursinho de teologia ou faculdade não é difícil entender coisas tão simples como essa. A bíblia se refere aos levitas como quem eles são nada mais.

Vejamos:

PRIMEIRO

Levitas são chamados os filhos de Levi. Um dos 12 filhos de Jacó (Israel) herdeiros da promessa abraãmica.

SEGUNDO

Na partição da terra prometida cada um dos 12 filhos de Israel herdou uma parte da terra. Nessa partilha os filhos de Levi não tiveram parte na terra, pois o Senhor “Javé” declarou que Ele próprio seria a herança deles. Assim os levitas foram separados para cuidar das coisas do templo. Todo processo litúrgico como ofertas e louvores era da responsabilidade dos levitas.

TERCEIRO

Uma vez assumido essa responsabilidade e dádiva, toda sua geração deveria servi de igual modo. Bastava nascer da tribo de Levi para se ser levita. Filho de peixe, peixinho é, filho de levita consecutivamente levitinha é. (rsrs)

Não consigo entender de onde se tira todo esse misticismo contemporâneo de que os músicos da Igreja são Levitas. Mesmo que se queira aludir o uso da termologia “Levita” como sendo apenas um símbolo e essa mesma traga a tais a responsabilidades e interatividade nas cosias sagradas, dando a eles “os músicos contemporâneos” tais direitos e deveres, ainda assim não faria juízo a tal conceito. Atribuem aos músicos das igrejas a responsabilidade de trazer a presença de Deus ao povo (como se o véu ainda não tivesse sido rasgado) parte escolhida como uma elite sagrada. Não que esses sejam melhores ou mais dignos da salvação, mas escolhidos a dedo por Deus para sua obra. Ou seja, “que responsabilidade ser um levita”, esquecendo apenas que os Levitas verdadeiros, (os filhos de Levi), tinham sim suas responsabilidades, porém gozavam também de seus privilégios. Que hoje em dia só o “clero” (pastores e grupos de louvor da elite gospel) gozam.
Muitos ministros de louvor querem trazer aos músicos de igreja e a si mesmos um jugo “bíblico” que de contexto bíblico mesmo não tem nada. Pregam que os músicos devem servir na casa de Deus (Igreja), mas a parte do gozar as bênçãos prometidas aos levitas de outrora pelo jeito não é mais para os nossos dias. Assim só os deveres devem ser mantidos, já os benefícios não.

Músico de igreja não é diferente de nenhum outro membro do corpo de Cristo. Pelo menos não biblicamente. Não são nada mais especiais que os outros.
Outra coisa que hoje tem mudado bastante mais ainda é um tabu é entender que música é arte e não adoração. Pode ser usada como ferramenta ao adora-se, mas não é o mecanismo, só mais um meio. O músico cristão não passa de um profissional, quando esse se dedica a tal, da indústria musical. Uma profissão como qualquer outra. Cantar, tocar ou ouvir música “não-sacra” não faz de quem canta, toca ou ouvi descrente ou maldito. Eu e você somos submetidos a escolhas todos os dias. Adoração não é um momento impar na sua vida, adoração é um estilo de vida uma postura de conduta e entrega. Adoração é uma escolha a cada dia. Quando eu canto não louvo, quando eu ouço não adoro, quando eu toco não ministro eu apenas ouço, toco ou canto por ouvir, tocar ou cantar, nada mais. Louvar é uma entrega que parte de um entendimento, sem entendimento não há louvor, no máximo palavras ao vento. Adorar não é prestar atenção ou ouvir algo e se empolgar, dançar e pular. Adorar é refletir algo que você já esteja cheio e não consiga mais suprimir. É expressar com a alma tudo que no coração já está impregnado. Ministrar (ministrar a palavra de Deus) por sua vez não é falar coisas que se querem ouvir ou tocar, dançar e induzir ninguém a nada. Ministrar é trazer clareza ao que está obscuro. Ministrar é compartilhar da mesma fonte que se saciou.

Isso é tão simples assim, por que se fala tanto dessas cosias como sendo algo místico? Não sei se é a resposta, mas acho que sei pelo menos de onde parte tanta ignorância.

***

Certa vez conversando com uma pessoa (Músico evangélico) esse me indagou sobre eu não tocar mais na igreja. Eu disse que música pra mim era passado e que eu estava em outra “profissão” agora. Indignado ele me diz:

_ Você é um levita irmão, não pode abandonar o ministério assim. Obviamente o perguntei:

_ Eu, Levita? Até onde sei não consigo levitar. (rsrsr) Eu disse-lhe que não era levita e sim paraibano nascido em Guarabira e que levita era quem nascido fosse de Levi, filho de Israel. Indignado ele me disse que ele era levita, pois, todos nós músicos somos filhos de Davi o maior levita. Mais uma vez não me contive.

_ Davi agora também é Levita? Mais indignado ainda ele ficou.

_ Como assim, vai me dizer agora que Davi não era levita?
Disse-me como quem olhara pra um verdadeiro perdido.

Impressionante o que andam ensinando por ai gente. Eu já ouvi falar de quatro seres viventes que são usados como fantoches dos crentes adoradores extravagantes que largam seus afazeres celestes a todo o momento e descem a terra para derramar suas unções sobre os “adoradores” e tudo mais, agora ouvir que Davi era levita já é forte de mais pra mim. Ser enganado com unções de seres da pra engolir, o povo não pensa mesmo e coisas um pouco mais complexas realmente podem ludibriar a mente, mas algo tão simples como genealogia ai não dá. (Definitivamente vou morrer e não vou ouvir tudo. rsrs)
Não agüentei, mas tentei me conter e fiz apenas mais uma pergunta a ele:

_ Você nunca ouviu a expressão “Filho de Davi leão da tribo de JUDÁ” não? Arregalou os olhos pra mim como se nunca em sua vida tivesse associado o Davi da tribo de Judá ao Davi músico. Bem, acho que deve vir daí toda essa mítica dos músicos como participantes do ministério levítico na igreja.

***

Desculpe-me minha indignação, mas crente não quer pensa, não tem a menor intenção de entender nada. Ele apenas engole tudo que seus lideres lhe derem na boca pra comer.

Eu falo essas coisas na ânsia de que alguém mesmo dominado pelo sistema possa ter um estalo e se indigne da mesma forma que me indignei quando me vi assim totalmente vendido ao julgamento de terceiros. Quem me dera você que leu isso se indignasse também e não mais engolisse tudo sem nem ao menos tentar mastigar. Pois sei que se mastigasse sentiria um gosto tão amargo que cuspiria tudo fora e com certeza procuraria alimento de verdade.

Conheço evangélicos que são homens e mulheres pensantes, mas o engraçado é que todos mais cedo ou mais tarde deixam de se referir a si mesmos como tais. Provavelmente pelo mesmo motivo que eu nego a essa referencia. A vergonha, não do evangelho mais dos evangélicos.

Se você ler esse texto e também te descer um nó na garganta ou ao contrário te suba uma fúria e que te esquente o sangue por ver alguém falando mal de você e de seus compatriotas seja pelo menos honesto com você mesmo antes de me criticar ou me ter com um insano herege que fala coisa com coisa, mas se ainda assim preferir, não leia mais esse blog, pois uma hora dessas você poderá se corromper e virar um herege como eu (rsrsr). Você discordar de mim não trará a inimizade entre nós, pois o que separa as pessoas não são as divergências de opiniões, mas sim a ignorância ao lidar com elas.


Não canso de repetir, não sou dono da verdade apenas livre pra discordar como você livre é pra discordar de mim.




Alexsandro Monteiro

sábado, 2 de maio de 2009

TEXTOS REVISADOS

Dando uma olhada nesses textos resolvi acrescentar alguns comentários. Quem quiser dar uma lida e quem sabe comentar alguma coisa fiquem a vontade.


O QUE É CASAMENTO?




SEXO ANTES DO CASAMENTO É PECADO? – (Parte - I)




SEXO ANTES DO CASAMENTO É PECADO? - (Parte – II)




Alexsandro Monteiro

domingo, 12 de abril de 2009

SORTE E AZAR



Texto:

Pra começar vamos dividir o assunto em duas partes que eu chamaria de visões.

Visão I

Sem religião, sorte ou azar são apenas substantivos usadOs para conjecturar uma ação inesperada.

“Pra ganhar na Mega Sena é preciso ter muita sorte”

Alguns diriam isso, mas o que é visto como sorte pra uns, é tido como azar pra outros e vice-versa. Matematicamente sorte ou azar não passam de variáveis de uma incógnita onde a probabilidade sempre será 50%. Sorte ou azar não passam de expressões usadas pra nomear os beneficiados ou desfavorecidos.

As palavras sugeridas vão mais além de ganhar prêmios em sorteios ou perder tudo numa partida. Não importa a ação ou reação esses substantivos apenas nomeiam os acontecimentos, nunca decidem ou respondem nada. Azar ou sorte não causa nada, não altera nada, não muda nada. As coisas simplesmente fluem ou não. Nada místico ou sobrenatura, apenas causa e efeito, ação e reação. Mas pra alguns tudo isso fica muito superficial e então preferem mistificar os acontecimentos dando inicio a um novo ponto de vista, o da religião.

Visão II

Com religião as coisas mudam. As coisas deixam de ser vistas como aleatória e se tornam sempre tendenciosas. Passa-se a não mais considerar as variáveis e descartam as probabilidades dando lugar apenas ao invariável onde tudo tem um destino um propósito. Sorte ou azar se tornam respostas aos acontecimentos.

Biblicamente as palavras referidas sugerem interferência divina.

“Eu o senhor mudarei a sua sorte”


O uso continua o mesmo. Ao mudar a situação desfavorável de alguém o beneficiando, sugere-se que uma situação tida como azarada, passou a uma situação de sorte. Quando a bíblia fala de mudar a sorte ela se refere a beneficio. Sorte não é visto como um jogo, mas apenas como resultado favorável. Mas uma vez é tida apenas como um substantivo que nomeia acontecimento de caráter favorável. A própria graça, tão discutida, é a sorte alterada da humanidade. No entanto a expressão azar nem é usada, uma vez que pra algumas religiões a palavra em si atrai o que ela sugere criando uma espécie de defesa em torno da palavra. Azar deixa de ser uma palavra apenas e começa a se tornar um fenômeno malévolo e contagioso. Algo que suscita apreensão, medo, receio, misticismo, o sinistro a mítica de um nome.

Mas poderíamos esperar nada menos que isso da intocável e incansável religião. Sempre cheia de imaginação e mais que isso, cheia de adeptos a qualquer coisa que ela sugira.

Por fim, sorte e azar são apenas palavras pra quem crer que essas não passam disso. Cada uma acredita no que quer acreditar. Pra quem crer que elas vão além, BOA SORTE! – (Neste caso apenas expressão, nada mais! - rsrs)



Alexsandro Monteiro

domingo, 22 de março de 2009

DEUS EXISTE?

Alterações...

Alguns textos estão sendo corrigidos e reescritos na intenção de melhorar o entendimento. Nada será alterado no que diz respeito a essência do que se foi dito, apenas espero ser mais claro...

PS: Não sei quando estará pronto mais um dia sai. (rsrs)