quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O QUE É FÉ?



Um dos aspectos que me chamam mais atenção nas coisas espirituais é a fé. Essa coisa mítica, objeto de desejo de alguns, disciplina indiscutível pra muitos e bastante questionada por poucos. (normalmente os sem fé)

Assim questionar a fé de cara abre uma lacuna no que diz respeito à crença de quem o faz. Obviamente o “questionar” nas coisas espirituais sempre denota incredulidade da parte do questionador.

Como sempre, irei tentar quebrar esse paradigma do questionamento e questionar a fé sem medo ou receio, pois, o evangelho é fé e nada no evangelho têm restrições a questionamentos.

O escritor aos Hebreus diz que a “fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a convicção de fatos que se não vêem”. Em outra tradução diz: e a “prova” das coisas que não se vêem.

A primeira coisa que precisa ser entendida é que a fé não é um desejo ardente pelas coisas que se esperam, ela é a certeza de tais coisas. A fé é a materialização atemporal do sonho. O que seria isso? Eu sonho e esse sonho pra mim se realiza num espaço tempo “irreal”, antes de se realizar no espaço tempo real.

Assim a segunda coisa a se definir é que fé é irreal e irracional. Se existir raciocínio lógico não existe fé.

QUEM TEM FÉ ENTÃO É IRRACIONAL?

Sim! E não!

O dispositivo fundamental pra que a fé exerça sua função milagrosa é a irracionalidade do ponto de vista do inexplicável.  Não estou dizendo que quem tem fé é um idiota, ainda que estivesse, quem tem “FÉ” não tem esses diagnósticos existenciais. Estou dizendo que quem vive pela razão, não pode compreender a fé, assim, quem tem fé não tem razão, não tem lógica, não faz sentido, tem fé.

Logo, existindo racionalidade, respostas, ciência, lógica ou qualquer coisa do tipo, não existe fé. Se posso explicar, fazer, mexer, tocar, executar, se posso interferir ou ajudar na interferência seja ela de que forma for, não existe fé.

A bíblia diz também que se tudo que pedirmos ao PAI com “fé” nos será dado.

Ora, se fé é a convicção das cosias que eu não vejo, uma vez convicto de alguma coisa e pedindo ao PAI essa coisa, necessariamente ela vai acontecer. Simples assim. Então vêem outros questionamentos.

POR QUE EU PEÇO, ACREDITO, E NÃO ACONTECE?

Esse é o ponto mais complicado da fé. Se tudo que pedires com fé ele te dará, e você pede, tem fé e mesmo assim não acontece, como fica? Deus é mentiroso?

O fato é que as pessoas normalmente nomeiam sua “ansiedade exacerbada” de fé. Deseja tanto algo que chega acreditar que tem fé que tal coisa vai acontecer. Mas na verdade não tem fé é apenas um desejo enlouquecido por alguma coisa.

A fé está além do desejo. Quando desejo eu continuo na posição de quem espera algo acontecer. Quem tem fé em alguma coisa já viu o seu desejo realizado atemporalmente. Por isso é irracional. Como posso ver algo concretizado se esse algo ainda não se concretizou? (Fé). Loucura pra quem não vê, mas realizada pra quem já viu, mesmo que num tempo irreal em relação à realidade temporal.

Acreditar também não é ter fé. O acreditar não realiza o acreditado. Se você acreditar que você pode voar não te fará voar não importa o tanto que acredite. A fé não é uma crença em alguma coisa por mais que nomeemos assim. A fé é a concretização das coisas que ainda não aconteceram no tempo real, mas já aconteceram no espaço tempo irreal daqueles que têm fé.

Se tiveres fé do tamanho de um grão de mostarda, dirás pra esse monte vá daqui pra li ele irá. Ou seja, se tiver “fé” que os montes se moverão eles irão se mover, pois, na dimensão da fé não existe espaço pra dúvida ou incertezas. Se algo já aconteceu no espaço tempo irracional de quem tem fé também vai acontecer no espaço tempo real dos que não tem. Pois o que já aconteceu não pode “desacontecer”.

Assim, culpar a Deus por algo que você idealizou e acreditou ter fé em tal coisa e essa não aconteceu como o desejado é imaturidade no evangelho. Culpe quem você quiser de preferência você mesmo, menos o evangelho.

Se nós acreditássemos mais no evangelho e menos na religião, talvez tivéssemos mais fé e menos crença.

“Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós”


Alexsandro Monteiro

sábado, 22 de maio de 2010

LÍNGUAS AFIADAS - (FODA-SE!)



Não existe nada pior nesse mundo, se tratando de comportamento social, que a maledicência. Não falo de “pecado”, mas de convívio. É uma coisa horrorosa, nojenta, danada em todos os sentidos. A língua é mais letal que qualquer arma. Ela pode causar feridas num lugar onde nenhuma outra pode. (Na alma humana)

Não é de hoje que convivemos com línguas afiadas como navalha a todo o momento. Hoje a maledicência perdeu sua acentuação pecaminosa e assumiu uma síntese de naturalidade.

Se contra língua não se pode lutar, se não é possível mudar essa prática, se temos que viver num mundo onde as línguas podem matar quem quer que ela queira, como poderemos lutar contra isso? Como poderemos viver com isso e não sermos atingidos?

Existe uma frase na língua portuguesa que pra mim é a resposta pra essas perguntas.

FODA-SE!

QUE PALAVREADO CHULO SANDRO

Aposto uma grana agora que quem falou isso foi um crente. (rsrs)

Vamos começar determinando critérios de avaliação aqui. O uso da expressão (FODA-SE!) está sendo usado como tema de análise não como prática e ação. (FODA-SE!) é apenas uma expressão e como tal está sendo analisada. A reação gerada por essa frase tem efeitos milagrosos no campo do comportamento e é disso que quero tratar aqui.

Quando alguém com uma necessidade perversa, dotada de toda maldade usa sua língua nojenta pra denegrir, comprometer, humilhar e pisar nossa imagem perante a sociedade, essa frase quando aplicada (não na ação, mas na atitude), pode ser a resposta de tudo que você precisa pra se tornar impenetrável por esses ataques.

O (FODA-SE!) corresponde a uma idéia de liberdade existencial. Esquece o “palavrão” compreenda o significado. Não o literal, mas o que se é proposto. Quando eu digo dentro de mim (FODA-SE!), estou assumindo que tudo que se diz a meu respeito não passa de nada.

Ou seja, assumo a responsabilidade de ser maior que as críticas, maior que a agressão verbal, maior que qualquer coisa que venha no ínterim de me destruir psicologicamente, emocionalmente e espiritualmente.

Eu acredito que somos mais responsáveis por nos magoarmos com os que os outros dizem a nosso respeito do que quem tentou nos magoar. Cabe a nós não dar idéia a esse tipo de pessoa que de antemão não merece nosso crédito. Dar idéia pra isso é baixar o nível do amor próprio.

Se dentro de você não houver uma concretização emocional firmada nas suas convicções com respeito a você mesmo, não passará de uma tábua de tiro ao alvo, onde qualquer ataque, certeiro ou de raspão vai te derrubar facilmente.

Essas coisas devem entrar num ouvido e sair pelo mesmo, não dando folga assim pra que caso entre num e saia pelo outro nos contamine no caminho.

Assim, entender o (FODA-SE!) na idéia por ele proposta não na idéia maledicente pretendida é entender o caminho da liberdade existencial. Viver debaixo da idéia que os outros fazem ao meu respeito é patético. Já disse isso aqui e repetirei sempre, você e só você é responsável pela sua vida. Seu sucesso ou fracasso só depende de você e mais ninguém. Viver na liberdade de ser quem se é caberá a você decidir, ou sempre serás subjugado a formatação dos outros tornando-se um fantoche social.

Quando entendo o (FODA-SE!), não como palavreado chulo, mas como símbolo de desleixo ao conceito dos outros ao meu respeito, entendo também o quanto posso ser livre pra viver e retirar da vida o que pode acrescentar em mim algo bom e não o que de mim querem tirar.

As críticas são uma benção quando você está apto pra recebe-las. Cabe a você decidir o que é bom ou não. Sábio é o homem que aceita as correções e aprende com elas. Nunca despreze isso, pois tal comportamento é sintoma de imaturidade e a imaturidade age como “Kriptonita” em um homem sensato. Enfraquece sua compreenção da vida obscurecendo o entendimento da mesma.

Não importa o que falam de você. Importa como você reage a esses comentários. Importa se você cresce com eles ou se definha.

Pense nisso, se for capaz de ver no (FODA-SE) algo mais que um palavreado chulo.


Alexsandro Monteiro

sexta-feira, 2 de abril de 2010

SANDRO, POR QUE VOCÊ NÃO VAI À IGREJA?







A resposta é mais que obvia. “Porque lá não tem nada que me interessa”.
Sei que de cara essa declaração deixa muita gente desconfortada. “Como esse cara ta revoltado”, talvez seja a primeira idéia que surja na sua cabeça. Outras muito comuns são os jargões de crente tipo: “Esfriou na fé”, “Perdeu o primeiro amor”, “Saiu da graça” ou “se desviou do caminho”.

Em primeiro instante quero deixar bem claro que não tenho a pretensão nem expectativa de deixar ninguém desgostoso em ir ou não ir à igreja após ler esse texto. Uma vez que em todos meus textos já tenho mostrado e re-mostrado minha opinião com respeito ao mundo chamado “evangélico”, assim, não pretendo aqui fazer uma dissertação contra a freqüentar os cultos religiosos. Tudo que pretendo tratar nesse texto diz respeito a mim e minha forma de ver essas coisas. Nada mais e a ninguém mais proponho nada ou apoio nada.

Eu fui um típico “beato”. Daqueles que gastam mais tempo na igreja que em casa e ainda acha isso uma “benção”. Perdi um bom tempo da minha vida achando estar fazendo algo pra Deus quando na verdade estava fazendo pra igreja e nada mais.

Eu compreendo que existam pessoas que fazem mil coisas na igreja e o fazem, em seus corações, “pro senhor”. Eu também fazia nesse ínterim. Mas o tempo me mostrou que mesmo na boa intenção de se estar fazendo “pro Senhor”, nada ele tinha a ver com aquilo.
Eu desisti da igreja a um bom tempo atrás, quando percebi que ela não quer saber do evangelho. Mas como muita gente que eu conheço mesmo depois de enxergar as coisas como agora enxergo, não conseguia me desgarrar da religião. Esse desapego gera uma pressão externa muito grande. Os religiosos não conseguem separar o evangelho da igreja.


A visão religiosa ver o desistir do sistema corrompido chamado igreja como desistir do próprio Deus. Como se ela (a igreja física) representasse a casa de Deus na terra. ELE que diz não habitar em templos feitos por mãos. ELE que sempre tratou a (igreja de fato) no individual, nunca no grupo. ELE que nada tem com religião alguma nuca teria como símbolo de lar um fracasso como a igreja o é de referência.

Em nenhum momento aqui estou afirmando ou querendo dizer que uma igreja é um lugar profano e que Deus não se faz presente nos cultos. Nada disso. Eu estou falando e reafirmando como sempre disse e repeti que a igreja não é e nunca será um lugar santo pelo simples fato de ser igreja. A santidade reside nos santos de Deus não nas suas tendas ou objetos. Deus habita em corações e atua em vidas. Sua casa é um local santo se santo você o for. Seu carro é um móvel santo se santo você o for. A suas vestes serão santas se santo você o for. O que pertence aos santos, santo o é. Não existe nada místico na igreja por ser igreja existe apenas o misticismo dos religiosos que atribuem a qualquer coisa valores que pra Deus não tenha valor algum.

A organização igreja além de se afastar de Deus ainda afasta qualquer um que a Deus queria chegar que não seja pela igreja. Presunçosos, arrogantes e ditadores da lei. Os religiosos criam métodos de se alcançar o céu como se fossem os criadores e tutores do céu. Só através da religião existe salvação. Ela diz: Venha ao culto e quem não vir que se resolva com o diabo porque é pra lá que vão todos que não gastarem seu tempo, dedicação, dinheiro e qualquer coisa que possa oferecer, de preferência sem questionar pra que a ordem fique mais bem obedecida.

A bíblia nos aconselha viver sim em comunhão uns com os outros. Aprendendo um com o outro, ensinando um ao outro, crescendo um com outro, congregando um com outro. A questão é que em nenhum lugar do evangelho você verá doutrinas de que devemos dominar um ao outro, exigir um do outro, enganar um ao outro, escravizar um ao outro.
O evangelho não obriga ninguém ter as mesmas perguntas e respostas, certezas e incertezas, fé ou incredulidade com ninguém. Ele nos aconselha a servir um ao outro, dividir um com outro e o mais importante e que faz tudo ter sentido e ser evangelho, “amar um ao outro”. E o que passar disso provém do maligno.

Eu não estou aqui pra dizer que congregar em grupo e em comunidade seja pecado ou abominável. Apenas estou dizendo que cada um é livre pra servir a Deus como quiser. Se comer carne coma pro Senhor, se não comer, não coma pro Senhor. Não adianta congregar sem amar os que junto congregam e de igual modo amar os que não congregam.
Não adianta não congregar, no caso dos que não querem com eu fazer parte de um sistema que não combina com que acredita e entende do evangelho, se não amar os que congregam no sistema.

Eu amo você e quero te amar cada dia mais e te respeito mesmo você preferindo congregar no sistema. Os motivos de congregar são seus e merece meu respeito. Eu escolhi não congregar mais neste sistema por motivos que já falei e sempre falarei e espero de você que congrega o mesmo amor e respeito por mim a não congregar. Não seria esse o espírito do evangelho? (Amai-vos uns aos outros!).

Pra finalizar quero deixar claro que quando uso o termo “congregar” não falo do ato de ir à igreja. Congregar é dividir tudo que o evangelho nos aconselha fazer no amor de cristo uns aos outros. Eu congrego com várias pessoas todos os dias em vários locais. Eu congrego na minha casa com minha esposa. Eu congrego com amigos no trabalho. Com amigos nos fins de semana. Nos meios de comunicação que usados no amor do evangelho nos permite congregar 24h com todos que estão dispostos a congregar. Não adianta congregar em sistemas estabelecidos e formatados se nos ambientes mais comuns a congregar-se nós excomungarmos uns aos outros no trabalho ou nas confraternizações. Nos repelirmos em casa com nossas esposas, filhos e maridos. A igreja de cristo é o homem que aceita o evangelho de cristo. Você é a igreja. Você é o templo. Você é a congregação dos santos. Viva o evangelho no dia-dia e “congregando de fato” você estará. Fora isso, vá para a igreja todos os dias e de membro da Igreja "DE CRISTO" nada terá.
Espero ter sido claro. 


Assim, mais uma vez obrigado pela atenção.


Alexsandro Monteiro

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O EVANGELHO QUE A RELIGIÃO NÃO CONHECE




Cada vez que enxergo mais do evangelho me pergunto como nós nos afastamos tanto dele? Como ficamos tão mesquinhos, arrogantes, donos da verdade, senhores do saber, da moralidade, da santidade, da divindade e todas “dades” que existem? Como podemos procurar tanto respostas e fugir delas ao mesmo tempo? Quem nos cegou a tal ponto delas?

Como sempre falar de religião é comprar uma briga desgraçada, mas...

Como alguém pode ver no evangelho de Cristo uma religião? Ele tinha nojo da religião. Ela só aprisiona o homem sufocando sua mente e consumindo seu coração. A religião matou o seu redentor e se o poder do evangelho não fosse o que é, teria matado até a memória do próprio Cristo. Os religiosos falam de Cristo mas não conseguem aceitá-lo. Falam de um Deus-homem que morreu pelos pecados da humanidade, mas no Deus-homem mesmo nunca acreditaram de verdade. Estudam tempo de mais suas próprias filosofias ao ponto de ver o EVANGELHO como outra filosofia do tipo mais cafona possível, simples demais pra ser levada a sério. A religião ver a graça como um comerciante: "De graça só amanhã".

O Evangelho oferece ao homem salvação, não apenas a alma, mas à mente e ao coração. Não aprisiona seus seguidores, mas os liberta.

“conhecereis a verdade e a verdade vós libertará”.

Na religião as pessoas são presas às leis e doutrinas, no evangelho elas são livres das leis e das doutrinas. Onde Existia olho por olho e dente por dente no evangelho existe, amar um ao outro! Onde existia não farás isso ou aquilo no evangelho apenas, ame! Onde ouve discriminação, indiferença, subjugação, desprezo ou escravidão, no evangelho, amor, amor e amor...

A maior diferença da religião e o evangelho é que a religião não sabe amar. O amor é dom de Deus e de Deus a religião não tem nada, no máximo uma ideia equivocada, distorcida e corrupta. Quando a religião aprender a amar não será mais religião e sim EVANGELHO. 

O evangelho não tem rótulos nem doutrinas. Sem denominação ou pontifício, sem reforma ou tradições. O evangelho é simples como Cristo. Não precisa de estudos teológicos ou esotéricos. Pra entendê-lo não importa se é mestre ou aluno, doutor ou homem do campo. No evangelho quem transforma é o Espírito da verdade, quem gera vida é o Espírito da Verdade, quem ensina é o Espírito da Verdade, sem penitências ou indulgências, sem correntes ou "propósitos". Tudo é esperado e realizado no Espírito do evangelho.

Por que nos distanciamos tanto do evangelho? A resposta é simples, porque nos tornamos RELIGIOSOS, carentes de guias espirituais, tutores, professores, doutores, oradores, pastores, todos “ores” que existem e esquecemos de depender, contar, esperar, sonhar apenas no EVANGELHO.

“Da água que eu te darei pra beber nunca mais terás cede”.

O Evangelho sacia toda cede existencial do homem sobre o saber ou existir. Gera uma satisfação incondicional aguda que superabunda acima de qualquer insatisfação condicional existente ou vindoura. O evangelho sacia a alma do homem expurgando qualquer resquício de culpa proveniente da acusação que a religião implantou, distorceu e aprisionou na alma humana.

Beba da água do evangelho e nunca mais sinta cede. Mas se isso parece arriscado demais, simples demais, fácil demais, seja religioso e beba litros e litros de filosofias que te dão uma sensação de alívio, mas em minutos estais tão sedento quanto antes  precisando de mais, mais e mais. Sua fome e sede nunca acabam. Querem sempre mais, sempre mais, acreditando que essa sede provem de Deus. “Da água que eu te darei pra beber nunca mais terás cede”. Se o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. Livres do pecado, livres da sede existencial, livres da escravidão, livres da RELIGIÃO.

Mas quem convence é o Espírito da Verdade, assim, deixo o evangelho que não depende de mim pra ser evangelho, gerar a vida que a Ele couber gerar em você.

Como sempre digo, não faça nada que eu falo porque achou interessantes as minhas idéias. O evangelho é gerado no coração por intermédio do Espírito da verdade e não por atratividade. Se tudo que você leu, não passou de blá, blá, blá, então siga seu caminho e me ignore, não estarás perdendo nada com isso, não é verdade?

Não sou o dono da razão sou apenas um cara apaixonado pelo EVANGELHO. Assim, não perca seu tempo amigo lendo meus textos, pois eles só falam do evangelho. Se duvidas, leia todos os textos e verás que todos falam da mesma coisa.

Mais uma vez, a Paz seja com vocês!


Alexsandro Monteiro


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

VOCÊ ACREDITA EM DESTINO?




O problema do destino é o fato dele não descer na garganta porque tem ares de controle e a idéia de ser controlado fere o nosso raciocínio e não gostamos da idéia de não ter o controle das cosias.
Acredito em destino sim. Não como causa e efeito da derrota, incompetência ou coisas do gênero. Também não pra nomear esforço, empenho, garra e etc. Acredito que quem lutar vence e quem faz corpo mole fracassa.
Quando falo de destino falo do que é imutável, invariável, irredutível. O destino que está traçado é uma força de atração que nos puxa pro centro do caminho que não se pode se fugir.
Pessoas vão se encontrar, caminhos vão se cruzar, saídas vão surgir e barreiras vão se mostrar. Coisas vão acontecer e não tem nada que eu possa fazer contra isso, no máximo prevê (não falo de cartas e búzios) e tentar se esquivar como der.
Tudo que falo com respeito ao destino não falo de modo místico ou esotérico. As cosias vão acontecer por que as coisas acontecem.
Destino é apenas uma palavra. Todos vamos morrer, pois, esse é nosso destino. É disso que falo. Alguns vão casar, outros não. Alguns vão prosperar sem esforço algum, enquanto outros vão dar seu sangue pra pelo menos sobreviverem.
Bem, Raul Seixas disse: "o destino é você quem faz, na mente de quem for capaz. Eu acredito que nós alteramos nosso destino, mas não podemos mudá-lo completamente. Pois se assim pudéssemos, não mais morreríamos. Não mais choraríamos, sentiríamos dor e etc. Na vida vamos sofrer e superar, chorar e sorrir, perder e ganhar... Algumas vezes poderemos escolher quando, outras não teremos escolha. Algumas vezes adiantaremos as coisas, já em outras nada adiantará correr. O destino pode ser burlado, mas nuca vencido. Destino é apenas um nome, como sorte, azar, verdade e mentira. Mesmo que eu não creia ou veja-o diferente de outros ele continuará existindo.
O que sobra é saber jogar, saber burlar, saber à hora certa de dar o passo ou recuar. Perder pra ganhar, se expor pra ser visto, se omitir pra não ofender. Não adianta ficar discutindo com a vida, no máximo você pode tentar entender o que dar pra ser entendido e no mais aceitar o que não pode ser mudado e procurar uma nova saída, se ainda houver alguma pra não se deixar levar e virar um escravo acomodado do seu destino.
Dentro do jogo da vida temos que aprender jogar com as cartas que nos são dadas. A diferença está no que cada um está disposto a fazer pra manter ou não a ética, o respeito próprio e sua integridade e moral. Mas ai já é outro assunto, outro caminho, outro destino. (rsrs)

Alexsandro Monteiro