
O problema do destino é o fato dele não descer na garganta porque tem ares de controle e a idéia de ser controlado fere o nosso raciocínio e não gostamos da idéia de não ter o controle das cosias.
Acredito em destino sim. Não como causa e efeito da derrota, incompetência ou coisas do gênero. Também não pra nomear esforço, empenho, garra e etc. Acredito que quem lutar vence e quem faz corpo mole fracassa.
Quando falo de destino falo do que é imutável, invariável, irredutível. O destino que está traçado é uma força de atração que nos puxa pro centro do caminho que não se pode se fugir.
Pessoas vão se encontrar, caminhos vão se cruzar, saídas vão surgir e barreiras vão se mostrar. Coisas vão acontecer e não tem nada que eu possa fazer contra isso, no máximo prevê (não falo de cartas e búzios) e tentar se esquivar como der.
Tudo que falo com respeito ao destino não falo de modo místico ou esotérico. As cosias vão acontecer por que as coisas acontecem.
Destino é apenas uma palavra. Todos vamos morrer, pois, esse é nosso destino. É disso que falo. Alguns vão casar, outros não. Alguns vão prosperar sem esforço algum, enquanto outros vão dar seu sangue pra pelo menos sobreviverem.
Bem, Raul Seixas disse: "o destino é você quem faz, na mente de quem for capaz”. Eu acredito que nós alteramos nosso destino, mas não podemos mudá-lo completamente. Pois se assim pudéssemos, não mais morreríamos. Não mais choraríamos, sentiríamos dor e etc. Na vida vamos sofrer e superar, chorar e sorrir, perder e ganhar... Algumas vezes poderemos escolher quando, outras não teremos escolha. Algumas vezes adiantaremos as coisas, já em outras nada adiantará correr. O destino pode ser burlado, mas nuca vencido. Destino é apenas um nome, como sorte, azar, verdade e mentira. Mesmo que eu não creia ou veja-o diferente de outros ele continuará existindo.
O que sobra é saber jogar, saber burlar, saber à hora certa de dar o passo ou recuar. Perder pra ganhar, se expor pra ser visto, se omitir pra não ofender. Não adianta ficar discutindo com a vida, no máximo você pode tentar entender o que dar pra ser entendido e no mais aceitar o que não pode ser mudado e procurar uma nova saída, se ainda houver alguma pra não se deixar levar e virar um escravo acomodado do seu destino.
Dentro do jogo da vida temos que aprender jogar com as cartas que nos são dadas. A diferença está no que cada um está disposto a fazer pra manter ou não a ética, o respeito próprio e sua integridade e moral. Mas ai já é outro assunto, outro caminho, outro destino. (rsrs)
Alexsandro Monteiro